Associação entre Prism, Google e Waze preocupa órgãos reguladores

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A compra pelo Google do aplicativo de navegação israelense Waze enfrenta barreiras nos dois lados do Atlântico. Na Europa, as agências reguladoras mostraram-se preocupadas antes mesmo da confirmação da compra pelo Google, segundo o site de notícias TheMarker, do jornal israelense Haaretz.

De acordo com fonte do TheMarker, os europeus não estão preocupados com a possibilidade de o Google se tornar monopólio na área de aplicações de navegação, mas sim com um aumento no fluxo de informações para as agências de espionagem americanas. Eles querem garantia de que não haverá violação de tratados sobre transferência e compartilhamento de informações existentes entre a União Europeia e os Estados Unidos.

O receio deve-se ao envolvimento do Google no escândalo relacionado com o programa de vigilância Prism, da agência de segurança nacional dos Estados Unidos (NSA), revelado pelo jornal inglês The Guardian.

No furo jornalístico, o The Guardian revelou que o governo dos Estados Unidos, com a suposta anuência de grandes corporações das comunicações como Google, Microsoft, Facebook e Apple, desenvolveu uma ferramenta (Prism) que, desde 2007, monitora toda a comunicação que passa pelas redes dessas corporações, seja por meio de celulares, sms, e-mails ou posts em redes sociais.

De acordo com o TheMarker, durante as negociações entre Google e Waze, as autoridades reguladoras europeias pediram garantias de que as informações do usuário obtidas pelo aplicativo não seriam exploradas. A aprovação do negócio estaria, inclusive, condicionada à existência de um compromisso formal por parte das autoridades dos EUA para honrar o pedido.

A preocupação dos reguladores europeus, segundo as informações obtidas pelo TheMarker, é que, uma vez que os dados relativos aos usuários europeus do Waze serão compartilhados com o Google, podem também ficar acessíveis à NSA. Em tese, a agência de segurança americana saberia o que o Waze sabe, ou seja, a movimentação e localização exata dos seus quase 50 milhões de usuários em todo o mundo.

Já nos Estados Unidos, a pressão origina-se de grupo que se articula para conseguir a interrupção da aquisição do aplicativo, por enxergar na transação uma prática anticompetitiva.

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