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Interoperabilidade como chave para avanço exponencial da IA em nosso dia a dia

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A Apple finalmente concretizou seus planos de inteligência artificial com o lançamento da Apple Intelligence, anunciado durante a WWDC 2024. Com melhorias significativas na Siri e uma parceria com o ChatGPT, a big tech pretende oferecer experiências mais personalizadas e intuitivas aos usuários, elevando o sistema operacional uma oitava acima da versão anterior. Isso vai ser possível por meio da combinação de tecnologias promovido pelo “Personal Intelligence System”.

Muito mais do que uma “superinteligência” ou de um modelo de parcerias adotado pela Apple neste primeiro momento – e que eu aposto que será suplantado por uma tecnologia própria no futuro, vide histórico com processadores –, o salto que a empresa propõe está no poder da IA atrelado ao ecossistema. E isso só será possível a partir da interoperabilidade.

Explico: hoje, o uso da IA pelos assistentes virtuais se dá de forma fragmentada. Esses assistentes não conseguem enxergar nossas atividades, comportamentos e preferências de maneira integrada, limitando sua interferência real no nosso dia a dia. Agora, com desenvolvedores podendo interoperar, as aplicações poderão conversar entre si, criando um contexto de troca de informações em nível de fluidez nunca visto.

Essas inovações também são promissoras para os aplicativos de mensagens em si como o WhatsApp, onde a IA pode transformar a interação com chatbots, melhorar a segurança das comunicações e oferecer um suporte mais inteligente e contextual aos usuários. Isso vai extrapolar o conceito da “conversação” para tornar a comunicação mais natural, partindo de um design líquido. Assim, o WhatsApp pode se tornar um sistema operacional de agentes inteligentes, que valendo-se da interoperabilidade, geram mais facilidades e conforto para nossas vidas.

Os agentes conversacionais poderão atuar em qualquer plataforma e de forma integrada. É o que chamamos dentro do Smarters de agente agnóstico. Do ponto de vista das empresas de mensageria, é a oportunidade de ampliarmos o nosso universo de desenvolvimento, projetos e entregas. Não faremos mais só chatbots para WhatsApp. Faremos agentes inteligentes para o iOS e logo mais para o Android e assim por diante.

Imagine que a Siri, com acesso autorizado por você aos seus dados, poderá indicar os melhores lugares para correr perto de onde você está, qual tênis mais adequado para o seu terreno e te ajudar a reservar um restaurante saudável para a hora do almoço.

Em paralelo, as marcas precisarão criar integração entre seus agentes, não só para que eles “falem” da mesma forma em todos os canais, mas para que saibam que estão falando com você e levem seu histórico em consideração. Ou seja, se você decidir comprar um tênis, esse agente terá visão das suas últimas compras, saberá o tamanho do seu pé e também que você odeia verde. Pense nisso aplicado para políticas de saúde mental e até de saúde pública! Vamos entrar na era dos aplicativos ultrainteligentes interoperando em prol das pessoas.

Estamos prestes a experimentar o poder da comunicação entre apps! Estamos caminhando para uma realidade onde os aplicativos vão intercomunicar-se. As informações do contexto do usuário, somadas à inteligência artificial, elevarão a “inteligência pessoal” e a experiência/interação a um outro patamar.

Os agentes não só vão ter personalidades, com base nas marcas e aplicativos que representam, como se comunicarão conosco de maneira individualizada. Eles serão passíveis, por exemplo, de expressar empatia, entender nossas oscilações de humor e reagir a elas.

Mas e a privacidade? Obviamente, é uma discussão importante, mas que já está ficando para trás no sentido do acesso dos dados. Em breve, estaremos debatendo sobre como a personalização gerou excessos de intimidade na interação com os agentes. Pode anotar.

Samir Ramos, co-founder e co-CEO do smarters.

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