Bloomberg Brasil expande portfólio para oferecer serviços corporativos

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Conhecida como fornecedora de informações financeiras e de negócios, a Bloomberg quer ampliar seu portfólio de serviços agregados, oferecendo ferramentas que permitam aos clientes analisar grandes bases de informações de forma abrangente e sistemas para gerenciar aplicações financeiras.

A informação é de Geraldo Coelho, responsável pela operação da empresa no Brasil, acrescentando que a padronização das plataformas em nível global, permite aos analistas uma visão estendida sobre a situação e performance das grandes empresas.

A Bloomberg oferece um dashboard no qual constam todos os dados financeiros e transações realizadas pelas empresas, seus diretores, controladores, inclusive sobre seus fornecedores, a cadeia de suprimentos completa. "Com isso, nosso cliente pode fazer uma avaliação mais precisa, simular comparações, ensaiar cenários, tudo de forma instantânea, direto na plataforma. Por exemplo, ele tem como avaliar se a ação tem valor justo, fazer projeções, recomendações de compras, etc.'', explica o executivo.

"Se você quer avaliar se um fornecedor da Apple na Ásia terá problemas na entrega de um componente, que vai afetar a produção do produto final, e por consequência o nível de vendas, vai encontrar todas as informações na plataforma'', exemplifica.

Outra vantagem oferecida aos clientes da plataforma de negociação da Bloomberg, segundo Coelho, é a transparência exigida pela governança. Antes, quando um executivo fazia uma cotação para coletar as melhores taxas para uma operação de swap (operação em que há troca de posições quanto ao risco e à rentabilidade entre investidores) ele ligava para três ou quatro bancos, sem que houvesse qualquer comprovação. Agora, ele se conecta com mais bancos, que fazem as cotações na plataforma digital, onde todos os registros podem ser comprovados, conferindo mais transparência ao processo.

Para o mercado corporativo, a empresa está oferecendo também o Sistema de Gestão de Caixa (cash management) para que se possa fazer a gestão de pagamentos e recebimentos. "Normalmente a empresa trabalha com vários bancos. O sistema controla o fluxo de caixa, para definir o que pagar, em qual banco, os melhores prazos, etc.'', diz Coelho.

Dentro dessa linha de compliance, a Bloomberg oferece o serviços de gerenciamento e armazenamento de e-mails, segundo as políticas de segurança do cliente, como, por exemplo, fazer bloqueio por palavra chave.  A rede privada da empresa também permite, de forma rápida, que os clientes possam fazer chats entre países, ou enviar um e-mail para qualquer um dos executivos dos 325 mil clientes que ela contabiliza ao redor do planeta. "Fomentamos negócios e facilitamos a conexão de clientes através da rede, que de outra forma não teriam tanta facilidade de acessar esses contatos'', explica.

Apesar de ser uma empresa fechada, estima-se que ela tenha receitas da ordem de US$ 9 bilhões, controlada pelo seu fundador Michael Bloomberg. Têm 16 mil funcionários em praticamente todos os países do mundo, divididos em duas áreas, comercial e jornalismo. Na América do Sul tem 220 funcionários, sendo o Brasil, seguido do Chile, suas maiores operações.

A área de tecnologia sempre foi chave na operação da empresa. Seu co-fundador, Tom Secunda, é considerado um visionário em TI. Nos últimos três anos teve posição de destaque no II Tech 50 – ranking anual de líderes de tecnologia do setor financeiro. O site Bloomberg.com é terceiro site do mundo financeiro em número de acessos, onde 70% do seu conteúdo são exibidos em vídeo.

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