ZF Aftermarket implanta soluções de rastreamento de peças de reposição

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A ZF Aftermarket implementa a tecnologia de rastreamento e controle de cargas em seu centro de distribuição localizado em Itu, SP, com uso do Sistema RFID – Radio Frequency Identification, um recurso completo que pode identificar e rastrear os produtos ao longo de toda a cadeia de reposição de peças de forma quase instantânea.  Associando com a adoção de outros processos de automação e digitalização, a empresa registrou um aumento de 18% de produtividade nas operações do centro de distribuição e a perspectiva é de aumentar esse percentual gradativamente. A ZF Aftermarket América do Sul é a primeira dentre as operações da empresa no mundo a trabalhar com esse modelo logístico avançado.

De acordo com Everton Silva, gerente sênior de operações da ZF Aftermarket América do Sul, a implantação dessas tecnologias representa mais um grande passo nos planos de digitalização do Centro de Distribuição e Logística de Itu, que centraliza as operações de reposição das marcas Lemförder, SACHS, TRW e ZF.  Trata-se de uma operação logística complexa que reúne uma grande variedade de produtos dos mais diversos portes.  São 40 linhas de produtos, desde enormes reversores marítimos até peças muito pequenas e simples, como frascos de fluidos para freio, que são entregues em mais de 750 pontos na América do Sul, diariamente.  "Estamos falamos de um volume de 150 a 200 toneladas de peças por dia – 15 a 20 caminhões entrando e saindo do centro de distribuição, completando uma movimentação mensal de cinco milhões de produtos", calcula.

Agilidade na entrega de produtos em estoque e operação sem papel

"Para suportar essa operação e tornar o Centro de Distribuição da ZF Aftermarket o estado da arte em logística, temos um planejamento de digitalização de longo prazo em andamento, que requer estudos, testes e investimentos", diz o executivo As inversões são da ordem de 15 milhões de reais, com planejamento de 1/3 do valor sendo em 2019 e 2021 e o restante com previsão de aplicação nos próximos quatro  anos.

Ele explica que o novo sistema RFID – Radio Frequency Identification – vem sendo suportado com a aplicação conjunta de outros recursos para automação dos processos. Exemplo disso está na utilização de RPA – Robotic Process Automation, tecnologia que emprega inteligência artificial, gerenciado por colaboradores especialmente treinados que alimentam o sistema com dados, observações e interações, fazendo com que haja aprendizado de todas as variáveis da operação. "Além de executar tarefas diárias repetitivas, a aplicação do machine learning significa que esse processo absorve uma base histórica ampla, que permite uma análise mais precisa da evolução das demandas do mercado", explica.  

Operação elevadores automáticos no CD da ZF Aftermarket

Outro recurso adotado são as telas touch screen no interior de todo o centro de distribuição, aparelhos de laser points e elevadores automáticos integrados, que quadruplicam a velocidade de atendimento dos pedidos, garantindo entregas em questões de horas para os produtos disponíveis em estoque. "Somos a única empresa no Brasil a possuir cinco elevadores com este tipo de tecnologia e em funcionamento simultâneo", destaca Everton.

Com as inversões de curto prazo e a utilização das soluções digitais e de automação em andamento, a ZF Aftermarket avalia que será possível retirar definitivamente de cena o uso do papel em suas operações logísticas. A previsão é de que o Centro de Distribuição da ZF Aftermarket em Itu se torne paperless ainda em 2021. 

RFID

De acordo com o executivo, a operação com o RFID foi iniciada na ZF Aftermarket no final de 2020 e hoje já está registrando o recebimento de toda linha de embreagens que ocorre no centro logístico de Itu, provenientes da operação da ZF na cidade de Araraquara. A previsão é que no segundo semestre deste ano outras linhas de produtos já estejam operando dessa forma e que até o final de 2022 passe a ser implementado também na rede de distribuidores da empresa. "Para isso, a ZF já está em fase de testes-piloto, de forma a compartilhar seu know-how e suportar totalmente os clientes em suas próprias jornadas digitais", afirma.

A tecnologia RFID da ZF Aftermarket está sendo aplicada em larga escala e de forma pioneira no segmento de reposição automotivo do Brasil. "O nosso sistema conta com uma solução de comunicação e identificação de curto alcance que se baseia na fixação de etiquetas em produtos e embalagens. Essas etiquetas reagem a ondas emitidas por antenas e a partir daí é possível repassar todas as informações e dados sobre a mercadoria a uma unidade de controle. O leitor converte o sinal de ondas de rádio do RFID para informações digitais, tornando a identificação e o rastreio totalmente automáticos. O sistema difere do código de barras comum, pois não é preciso desmontar a carga e aproximar a etiqueta ao leitor, uma vez que ela emite ondas que são captadas por antenas e receptores. Basta que o caminhão carregado passe abaixo de um portal equipado com os leitores digitais", explica.

De acordo com Everton, cada etiqueta tem um código único. Uma espécie de DNA que pode ser rastreado por toda a cadeia. Com isso, o sistema consegue entender todo o caminho que cada produto percorre até o final da operação, ao entregá-la para o distribuidor, varejista, aplicador ou consumidor final.

Operação de carga e descarga por radiofrequência do CD ZF Aftermarket, localizado em Itu

A eliminação da etapa de conferência de mercadorias, necessária cada vez que um produto sai ou entra em um centro de distribuição, assim como ao chegar em distribuidores é uma das grandes vantagens. Com o RFID, este processo passa a ser realizado de forma praticamente instantânea.

"Uma vez que a tecnologia também seja adotada nos distribuidores, a rapidez na identificação das peças pode se refletir também na sua organização interna e no maior controle sobre o seu estoque.  Além disso, não será preciso que o caminhão de entrega fique muitas horas parado para fazer a contagem dos produtos antes da sua armazenagem, o que se reflete até mesmo no trânsito dentro de suas instalações", prevê. O executivo ainda reitera os ganhos na cadeia, "os próprios transportadores e operadores logísticos em si poderão se aproveitar da soma deste tempo em que ficariam parados durante a conferência para realizar novos serviços".

Inteligência de mercado a partir da tecnologia

Para ele, "com o sistema instalado tanto no centro de distribuição como nos distribuidores de autopeças será possível entregar subsídios para que haja inteligência de mercado em toda a cadeia de reposição". A implantação dos sistemas digitais facilitará a modernização do gerenciamento de estoques dos distribuidores por meio do Vendor Managed Inventory (VMI). A solução tem como objetivo trazer o equilíbrio entre armazenagem e o consumo de produtos, entregando ao fornecedor um verdadeiro raio X da venda e estoque de peças das marcas da ZF Aftermarket.

Em linhas gerais, com o RPA e método VMI sendo apoiados pelo RFID é possível que a partir da análise e do acompanhamento de indicadores, fornecedor e distribuidor estipulem juntos o nível de estoque mais indicado. "Essas previsões têm como base as referências da cadeia de suprimentos, como histórico de vendas, vendas atuais, tendências e até sazonalidades, como por exemplo feriados e outras variantes possíveis como a que vivemos na atualidade por conta da pandemia", comenta.

O executivo explica que hoje existe uma imensa variedade de marcas e modelos de produtos nas prateleiras dos distribuidores, cada qual com suas características e particularidades de armazenamento, o que torna essa gestão de variáveis bastante complexa dentro do mercado de reposição. "A proposta da ZF Aftermarket é de facilitar as operações e de trazer uma nova solução aos seus clientes. Com o planejamento sendo realizado pela ZF, benefícios como a otimização de tempo e de recursos refletiriam diretamente no aumento das vendas dos distribuidores. Além disso, outros benefícios desse conjunto de soluções são justamente a entrega de previsibilidade, eliminação de falhas ou excessos cometidos no momento na reposição de estoque e correção de possíveis gargalos que podem gerar prejuízos aos estabelecimentos, extinguindo erros provenientes do gerenciamento de estoques manual", finaliza.

 

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