50 empresas brasileiras de telecomunicação sofreram ataques digitais em apenas uma hora, diz estudo

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Os ciberataques estão crescendo e se tornando cada vez mais perigosos aos usuários – e rentáveis aos hackers. No Brasil, durante o primeiro semestre de 2021, 50 empresas de telecomunicação foram atacadas durante uma hora com espaçamento entre um e três minutos (crescimento de +16.17%).

O crescimento foi constatado no estudo NETSCOUT Threat Intelligence Report de setembro deste ano, preparado pela multinacional de soluções para segurança. O período foi marcado por 5.351.930 ciberataques mundiais, representando alta de 11% com duração média de 50 minutos (+31%) cada, além da detecção de sete novos arquétipos de ataque de negação de serviço (DDoS).

"E, infelizmente, isso não é privilégio de países estrangeiros. O Brasil está no epicentro do furacão! Muitas empresas locais tiveram seus serviços afetados por indisponibilidade ou mesmo por campanhas de ransomware. Anos atrás, o País estava emergindo lentamente como um alvo de ataques; hoje estamos entre os BIG 5 e, em ambas as direções, seja sendo o alvo ou gerando / amplificando ataques de botnets locais", afirma Geraldo Guazzelli, diretor da NETSCOUT Brasil.

Dentre os principais alvos, estão empresas de telecomunicação que usam tecnologia de cabeamento ou nuvem, processadores e hospedeiros de dados. Grande parte dessas investidas visam a extorsão de dados como as campanhas Lazarus Bear Armada (LBA) e Fancy Lazarus.

"O investimento em cibersegurança para a indústria 4.0 é, na realidade, uma questão de sobrevivência. Sem um sistema de segurança eficiente, essas organizações ficam demasiadamente expostas a ataques cibernéticos de todos os tipos. Isso acaba comprometendo a produtividade e eficiência nos negócios", completa Marcos Simplício Junior, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização técnico-profissional do mundo dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

Somente na América Latina, o número chegou a 555,039 ciberataques, representando alta de 39% em relação aos dados constatados no relatório Threat Intelligence Report de 2020.Os sistemas Windows 7/8 e Linux foram os mais afetados por botnets, como Gagyt e Mirai.

"Não podemos esquecer de evidenciar a vulnerabilidade a ataques para quaisquer dispositivos conectados à internet (IOTs). Não importa de onde ou para onde você olha, o cenário está ficando sempre e ainda mais complexo de como os hackers agem e constroem os ataques. O velho ditado dos 3Ps (ou PPPs) está mais atual do que nunca!?O usual desenvolvimento e aprimoramento da tríade de pessoas, processos e produtos é extremamente necessário para garantir um nível mínimo de segurança e visibilidade de todos os eventos que ocorrem nas redes", finaliza Guazzelli.

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