Tecnologia trouxe suporte ao trabalho remoto e gestão de pessoas

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Qual o papel do setor de recursos humanos nestes tempos de pandemia global? Esse foi o tema do último painel do 2º Digital Work Place Forum, que aconteceu nesta terça-feira,15, promovido pela TI INSIDE.  Vários especialistas asseguram que foi a área da empresa que se tornou uma das mais estratégicas e relevantes, onde a tecnologia foi uma importante aliada dos profissionais de gestão de pessoas nas organizações. Os profissionais do setor foram os disseminadores das boas práticas no ambiente de trabalho home office, assim como responsáveis por disseminar abordagens assertivas de gerenciamento do trabalho remoto, apoiar a contratação e administração dessa mão de obra.

Como disse Thaylan Toth, Fundador e CEO da Mindsight, a mudança repentina da perspectiva da forma de trabalhar nas organizações em todo o mundo, levou a administração a acelerar seus processos de transformação digital. "Como sabemos essa aceleração foi forçada em função da urgência de dar continuidade aos negócios, mas o capital humano ali envolvido precisou de sistemas de comunicação eficientes para que houvesse engajamento neste momento e uma nova percepção desses colaboradores para o novo ambiente de trabalho", afirmou.

Para Rafaella Matioli, diretora de Health e Retirement Solutions da Aon Brasil, a vivência desse período forçado de home office fez recair o foco mais acentuadamente sobre a gestão de pessoas, ao mesmo tempo que as companhias uniram áreas de negócios, RH e comercial, entre outras, para traçar uma nova estratégia no momento de crise.

"O momento foi de superação de vários tipos de desafios e por meio de pesquisas de pulso de momento, cada uma foi identificando a tendência mais adequada. Foi neste momento que a atenção geral se voltou para a estrutura de uma nova forma de trabalho buscando na tecnologia o meio, mas evidenciando que o humano, as inter relações deveriam estar mais claras que nunca, na atenção especial a saúde física e psicológica de cada colaborador". reforçou.

Maicon Rocha, diretor de Vendas na Oracle, concorda que a tecnologia foi a arma do RH para enfrentar o novo normal.  "Foi interessante ver que muitas empresas tinham até 3 gerações tecnológicas diferentes trabalhando num mesmo propósito e esse capital humano precisando de mais apoio e equilíbrio para vencer os obstáculos que se apresentaram", conta o executivo.

Para ele, a tecnologia tornou-se mais próxima das pessoas, apesar dos gaps entre empresas, e foi a indutora da busca por soluções fosse entre os colaboradores por meio de suporte, fosse da comunidade de profissionais e colegas de trabalho, bem como a responsável pelo desenvolvimento pessoal e corporativo.

"A tecnologia criou neste momento conexões importantes no apoio a saúde física e mental dos colaboradores e seus familiares ou mesmo como guia da força de trabalho, levando as pessoas a aprenderem e reaprenderem diante do novo modelo, exponenciando as competências e potencialidades de cada um", ressaltou o executivo.

Como Livia Alves, gerente de RH da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred afirmou, esta relação da tecnologia com as pessoas foi a ferramenta que a liderança tinha no período mais crítico da pandemia. "Naturalmente houveram percalços, mas tudo tem se ajustado a cada realidade empresarial numa relação de mais confiança entre os líderes e os colaboradores e entre as pessoas e as tecnologias.  Além disso, esta experiência veio mostrar que é possível a flexibilização do trabalho que o importante realmente são os resultados mais tudo com muita responsabilidade tendo como meta em futuro próximo um ajuste desse modelo de trabalho de forma híbrida e comprometidos com a produtividade", disse.

Para Daiane Andognini, CEO da HUG Consultoria, o momento só evidenciou a expertise dos profissionais de RH das empresas que levaram as estratégias corporativas aos colaboradores que por contingência do momento estavam longe de seus ambientes de trabalho costumeiros.

"O interessante é que dessa experiência, conforme pesquisas que realizamos na empresa, 90% das pessoas acreditam que home office será o futuro do trabalho, embora muitas empresas já atuassem com home office parcial, hoje é quase unânime entre os trabalhadores que o trabalho em casa é a forma mais conveniente e moderna de se trabalhar. Isso porque as pessoas entendem que dessa forma possuem mais autonomia e mais liberdade para o desenvolvimento de suas tarefas", explicou a especialista.

Entretanto, como disse Daiane, como humanos que somos, a proximidade entre colegas, a conversa no cafezinho, o encontro no happy hour também são de extrema relevância e importância na saúde mental dos colaboradores. Daí, o grande desafio será das lideranças nos próximos anos, para encontrar caminhos e soluções para atender a demanda de interação como também para manter e elevar o nível de engajamento diante das premissas corporativas.

"O olhar cuidadoso ao humano, bastante desenvolvido e praticado neste momento irá se estender para o futuro dos meios de trabalho em outros ciclos de inovações a serem transmitidos pelo RH gerando novos insights tanto para os funcionários on board das companhias quanto aqueles em home office", concluiu a executiva.

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