Varejo americano deve atingir 35% das vendas totais no final do ano

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Segundo a KPMG, o setor de consumo e varejo americano está confiante no crescimento das vendas de final de ano em 2021, com os varejistas acreditando que os negócios desse período representem uma média de 35% das vendas anuais totais. Além disso, os executivos do setor esperam resultados mais positivos do que os alcançados em 2020, sendo estimado um aumento de 7% nas vendas na comparação com o ano passado. Para isso ocorrer, investimentos em recursos digitais e novas opções de entrega ao consumidor devem estar entre as principais estratégias. Apesar disso, 82% dos executivos reconhecem que estão "um pouco" ou "muito preocupados" com a escassez de estoques.

Essas são algumas das conclusões apresentadas na pesquisa "Alegre e brilhante: executivos de varejo estão otimistas com as vendas de fim de ano" (Merry and bright: retail executives are hopeful for the upcoming holiday season, em inglês), conduzida pela KPMG nos Estados Unidos em agosto de 2021 com mais de 100 executivos de varejo no nível de vice-presidente e acima, que atuam em empresas com mais de US$ 500 milhões em receitas.

"A pesquisa traz conclusões importantes sobre as compras de final de ano e recomendações sobre como se preparar para o futuro, as quais também são aplicáveis no mercado brasileiro. As análises poderão servir como uma bússola para os varejistas. As estratégias de vendas, para que tenham sucesso, precisam ser focadas em comércio eletrônico, diversidade de opções de entregas e foco na experiência do consumidor", afirma Fernando Gambôa, sócio-líder de Consumo e Varejo da KPMG no Brasil e na América do Sul.

A pesquisa destacou ainda que o comércio eletrônico deve permanecer em destaque na escolha do consumidor para as compras nos últimos meses do ano. Segundo os varejistas, a previsão é que as vendas on-line cresçam 35% em 2021. Por isso, as estratégias multicanais estão na mira das empresas que desejam conquistar seus clientes, seja por novas opções de entrega, seja por meio de ações promocionais.

A popularidade crescente das várias possibilidades de entrega e a retirada das compras demandará investimentos em logística e cadeia de suprimentos, além de treinamento e recrutamento de novos times para executar essas ações. Entre os serviços oferecidos pelos varejistas e que devem ser incrementados durante as vendas de final de ano, destacam-se: 46% oferecem compra on-line com retirada em loja física ou drive-thru; 40% disponibilizam envio por meio da loja física a partir de compra on-line; 35% possibilitam que o cliente compre na loja física e receba em casa.

"Possíveis alterações no cenário global e nacional, além de obstáculos específicos do setor de varejo, exigirão um novo olhar dos executivos que atuam nestas empresas. Algumas das adversidades que poderão ser enfrentadas incluem o esgotamento da capacidade logística e a escassez de motoristas, entre outros desafios que, para serem superados, demandam planejamento e atenção", afirma Paulo Ferezin, sócio-líder do segmento de Varejo da KPMG no Brasil.

Ações promocionais como a Black Friday e a Cyber Monday também devem ganhar importância nas vendas de final de ano. Para a maioria (68%) dos entrevistados, este ano terá "muito mais" ou "um pouco mais" promoções que em 2020. A diversidade na oferta dos produtos será abraçada por 54% das empresas, com kits no formato box set e opções premium e de marcas próprias. Como ações de enfrentamento a esses desafios, 59% dos varejistas entrevistados investirão mais em estoques de segurança e 55% deles utilizarão fornecedores alternativos. As preocupações também serão contidas nas vendas de final de ano com o aumento da conveniência oferecida pelo comércio eletrônico e o investimento em medidas de segurança nas lojas físicas.

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