45% dos brasileiros acredita que as Big Tech prestariam serviços financeiros melhores do que instituições tradicionais, mostra estudo

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As alianças entre os bancos e as companhias de tecnologia continuam sendo uma forte tendência para melhorar a competitividade do setor financeiro. Diante dos desafios que a chegada do Open Banking traz, novos modelos de negócio tendem a facilitar a troca de informações de clientes. Pensando nos desafios que esse novo ambiente deve trazer, a Minsait Payments elaborou a nova edição do Relatório de Tendências de Pagamento, que traz informações completas da América Latina, Reino Unido e Europa.

Ao analisar o cenário da América Latina, o relatório mostra que o Brasil tem o maior número de cartões de crédito e débito em circulação na região (mais de 513 milhões), valor consideravelmente superior ao de seus pares latino-americanos: o México é o segundo colocado, com 167.572 milhões em circulação, a Argentina vem em terceiro lugar, com 109.937 milhões e a Colômbia, em quarto, com 44.861 milhões. Em quinto lugar, está o Chile, com 40.292 milhões.

E, com tantos cartões à disposição, pagar itens à vista parece uma opção cada vez mais distante. De acordo com o estudo, 62% dos brasileiros preferem parcelar compras, um comportamento similar ao de seus pares, com exceção do Peru e da República Dominicana – países em que os consumidores optam por pagar de uma única vez.

A multibancarização (61,8% dos consumidores já tem conta em mais de uma instituição financeira) também é um fator que exerce efeito sobre o brasileiro: 61,8% dos consumidores já têm conta em mais de uma instituição financeira, de acordo com o estudo. Grande parte disso se deve ao fato de que mais de 45% dos brasileiros acredita que as Big Tech podem oferecer serviços com qualidade superior à de instituições financeiras tradicionais.

Casamento longo

Em todos os países analisados há evidências, durante o último ano, de uma redução significativa na duração da relação entre o usuário e o banco, ainda que sejam mantidas relações longas em alguns países. No Brasil, a média de tempo de relacionamento com bancos é de 9,1anos.

Estas são apenas algumas das conclusões da pesquisa, que foi realizada com a colaboração de Analistas Financeiros Internacionais (AFI) e incluiu as opiniões de mais de 45 diretores do setor bancário e mais de 4.000 pesquisas para os clientes de bancos da América Latina, Espanha, Portugal, e Reino Unido, país que se incorpora nesta edição a ser considerado um referente neste mercado. Para acessar o conteúdo completo basta clicar aqui.

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