Falha técnica tira do ar terminais de negócios da Bloomberg em todo o mundo na última sexta-feira

0
0

Os terminais da Bloomberg utilizados por assinantes para acompanhar a evolução em tempo real dos negócios e de todas as bolsas financeiras do mundo ficaram fora do ar nesta sexta-feira, 17, por um problema mundial na rede, segundo informou o serviço técnico da companhia. A interrupção causou grande transtorno para os investidores que dependem dos equipamentos para analisar o mercado de ações e fazer transações financeiras.

O apagão, que começou pouco depois da abertura dos mercados europeus, fez com que o Reino Unido, por exemplo, adiasse uma recompra de dívida pública de 3 bilhões de libras (correspondente a US$ 4,5 bilhões) agendada para esta sexta-feira.

No início da tarde, a Bloomberg informou por e-mail que "o serviço foi totalmente restaurado". "Nós experimentamos uma combinação de falhas de hardware e software na rede, o que causou um volume excessivo de tráfego na rede. Isso levou a desconexões de clientes. Descobrimos a raiz do problema rapidamente, isolamos o hardware defeituoso e reiniciamos o software. Estamos revendo nossos vários sistemas redundantes, que não conseguiram evitar esta perturbação", dizia o comunicado.

Os terminais de informação e dados da Bloomberg são usados para transações com títulos, ações, commodities e traders cambiais, e tem como componente-chave o sistema de bate-papo, através do qual muitos participantes do mercado se comunicam. Esse sistema também foi afetado pelas interrupções.

Vários investidores disseram que teram de adiar a compra e venda de títulos até depois deste fim de semana, como resultado da interrupção. Os terminais também servem como um diretório para informações de contato e muitos disseram que a interrupção tinha prejudicado severamente todos os processos.

A Bloomberg, que pertence ao ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, tem mais de 325 mil assinantes do serviço de informações globalmente, pelo qual pagam cerca de US$ 20 mil por ano. Com informações de agências de notícias internacionais.

Deixe seu comentário