Cisco supera estimativas no ano fiscal e confirma 5,5 mil demissões, mas ações caem mais de 2,5%

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As ações da Cisco Systems registravam queda de 2,53% no after-hours trading da Nasdaq nesta quarta-feira, 17, após divulgar os resultados financeiros do quarto trimestre e do ano fiscal de 2016, encerrado em 30 de julho. Embora tenha apresentado crescimento no lucro, analistas de mercado atribuíram à queda dos papéis ao fato de que a maioria dos investidores já não acreditar em um crescimento real no preço das ações da empresa. Isso porque desde 2001 tem havido várias tentativas da Cisco em implantar um novo modelo de negócios, sem sucesso.

Talvez não tenha sido por outro motivo que a fabricante de equipamentos de redes anunciou também nesta quarta-feira um plano de reestruturação que inclui a redução de custos e o investimento em áreas prioritárias, como segurança da informação, Internet das Coisas (IoT), colaboração, data centers de próxima geração e computação em nuvem. Paralemente a esses anúncios, a Cisco confirmou ainda a demissão de 5,5 mil empregados — relatórios anteriores sugeriam que a empresa planeja cortar mais de 14 mil postos de trabalho em todo o mundo.

O lucro líquido da Cisco no ano fiscal foi de US$ 10,7 bilhões, o que representa um crescimento de 20% na comparação com os US$ 9 bilhões registrados no exercício fiscal anterior. A receita líquida consolidada no ano, no entanto, permaneceu estável em US$ 49,2 bilhões. A receita total inclui as vendas de equipamentos aos clientes (on premises) e da unidade de negócios Service Provider Video Connected Devices (SP Video CPE Business).

O desempenho da empresa no quarto trimestre, porém, não atendeu às expectativas do mercado. Apesar de o lucro ter apresentando crescimento de 21%, de US$ 2,3 bilhões um ano antes para US$ 2,8 bilhões, a receita recuou 2%, para US$ 12,6 bilhões ante US$ 12,8 bilhões na mesma base comparativa.

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