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RPA, um dínamo de produtividade e estratégia

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Já se foi o tempo em que os robôs apareciam apenas em filmes de ficção científica. Há muito, eles habitam indústrias de variados setores, com destaque para a automotiva, tornando procedimentos críticos mais precisos. Mas o interessante é que, nos últimos dois anos, eles começaram a conquistar diferentes negócios ao automatizarem processos e revolucionarem resultados.

Em um cenário cada vez mais competitivo, agravado pelas turbulências político-econômicas (e isso não acontece somente em solo nacional, mas globalmente), a tecnologia tem sido forte aliada, sobretudo quando a pressão recai sobre a redução de custos operacionais. É nesse ponto que Robotic Process Automation (RPA – Automação de Processos Robóticos) entra em cena como uma abordagem que pode impulsionar o negócio com aumento da produtividade, redução de custos e com o valor agregado de liberar profissionais para realizarem funções mais estratégicas.

A implementação de RPA permite a automação de processos complexos de uma empresa. Essa tecnologia é baseada em software e, por essa razão, pode ser usada para executar tarefas fundamentadas em regras. Assim, ajuda a transformar o negócio digitalmente e proporciona serviços de melhor qualidade ao cliente, considerando a sua precisão.

Destaco os seguintes benefícios como os principais proporcionados pela tecnologia: retorno veloz do ROI em até 800%, redução significativa de custos, eficiência operacional, liberação de profissionais para atividades mais estratégicas, por meio da automação de tarefas manuais ou repetitivas, ampliação da produtividade – robôs podem trabalhar no regime 24×7 – e redução das taxas de erros humanos. Seu conceito está ligado às tecnologias disruptivas, que a cada dia formam uma potente e estratégica união.

A solução de RPA está cada vez mais em alta nas organizações. Uma recente pesquisa global realizada com 454 empresas, conduzida pela HFS Research e KPMG, aponta a tecnologia como alvo principal de interesse dos departamentos de TI das companhias. Entre as áreas de negócio que mais investem no conceito estão Cliente e Suporte (33%), Vendas (27%), Abastecimento e Logística (22%) e Processamento de Pedidos (21%). Outro dado interessante é que 43% dos vice-presidentes seniores participantes do estudo disseram que pretendem fazer investimentos significativos em RPA. A pesquisa também mostra que, entre as indústrias, as de Alta Tecnologia e Serviços Financeiros estão à frente, com 53% e 44%, respectivamente, apresentando planos de investirem fortemente em RPA nos próximos dois anos.

De acordo com as análises geradas pela pesquisa da HFS Research e KPMG, a solução de RPA coloca as empresas no caminho da digitalização ao considerar que, para uma organização se tornar digital, é vital que ela tenha seus processos manuais digitalizados e automatizados. Outro levantamento atual – este realizado pela Forrester Research – estima que esse conceito irá movimentar US$ 2,9 bilhões em 2021. Um salto bastante significativo, tendo em conta o patamar em 2016 de US$ 250 milhões. Mas vale ressaltar que consultores internacionais têm avaliado que o avanço de RPA acontecerá por meio da sua associação com outras tecnologias, muito especialmente as cognitivas, como Inteligência Artificial (IA).

É gratificante observar toda essa movimentação e saber que o Brasil também tem feito a sua parte. Há muitas empresas buscando inovação para se antecipar às expectativas e exigências desse mundo digital, transformado e conectado. É necessário estarmos sempre atentos à evolução dessas tecnologias cognitivas para nos tornarmos referência no avanço de soluções com base nesse conceito.

Murilo Bilato, gerente de Digital Solutions da Resource.

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