Ironias da vida de um gestor de TI

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Você, gestor de TI, saberia dizer com uma consulta rápida quais equipamentos da empresa apresentaram problemas e quais operaram perfeitamente nos últimos 12 meses? Diante de uma necessidade de redução ou otimização de custos, você tem dados confiáveis em mãos para entender quando e como fazer um investimento para renovar o parque tecnológico ou atualizar a versão de uma aplicação ou mesmo do sistema operacional? Consegue extrair de algum banco de informações que te orientem decidir entre fazer determinado investimento ou salvar o dinheiro disponível para priorizar algum projeto mais crítico de agora ou do futuro?

Lanço essas provocações porque tenho notado o quanto pode ser irônica a vida de um gestor de TI. Basicamente, nossa área é responsável por implantar sistemas corporativos e dar apoio às pessoas que os utilizam. Inserimos na rotina das organizações soluções e ferramentas para que todas as áreas da empresa possam usufruir de controles, relatórios e informações confiáveis para a tomada de decisão. Enquanto isso, em geral, dentro da área de TI, existem diversas ferramentas, muitos dados e poucas informações estruturadas para que os líderes possam tomar decisões mais assertivas.

Entender de forma rápida, estruturada e precisa a dinâmica da operação é parte fundamental do trabalho de um gestor de TI. Isso inclui, por exemplo, saber que tipos de incidentes ocorrem, em quais horários e com qual frequência ou recorrência. Qual é o impacto desses acontecimentos em cada área, na ferramenta, no servidor ou no equipamento? Aqui, falamos de vários tipos de ocorrências que podem gerar indisponibilidades no ambiente digital, na matriz ou nas filiais da companhia, quando for o caso.

É fundamental que, diante de um incidente, o gestor de TI e sua equipe estejam munidos de soluções de tecnologia que lhes permitam, de forma ágil, fazer um rastreamento completo do problema a ser resolvido. Entender a qual equipamento (físico ou virtual) serviço afetado pertence, onde a máquina prejudicada está instalada, qual foi o horário exato do incidente ataque e quais são os riscos dessa situação para o negócio.

Todo incidente é único e precisa ser categorizado pela sua criticidade. De acordo com o período da ocorrência, ele pode impactar mais ou menos no negócio. Imaginem, por exemplo, dar de cara com dados corrompidos em um dia de fechamento do mês, período de sazonalidade ou em dias sensíveis para uma desaceleração da operação? Veja que são vários fatores muito difíceis de controlar por meio de ferramentas que apenas enviam alertas pontuais via SMS ou e-mail e que correm o risco de serem ignorados na correria do dia a dia.

Para realmente assumir uma cadeira estratégica dentro de uma organização, é vital que os gestores de TI se apoiem em processos e soluções de tecnologia que lhes deem uma visão macro da operação, não só com informações, mas também com análises. Essa é uma das principais necessidades para garantir uma gestão de sucesso: ter sua própria visão de business intelligence e suas ferramentas de analytics. Isso, no médio e longo prazo, engrandece a área e gera um valor imensurável para o gestor, sua equipe e o negócio como um todo.

Alexandre Paoleschi, CEO & Head of Innovation da KYMO.

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