Especialistas apostam no crescimento da recompra este ano

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    A recompra (recommerce) desponta como forte tendência de comércio eletrônico em 2012, na esteira de uma série de outras tendências globais, como a emergência de um consumidor mais curioso, mais exigente com questões ambientais e sujeito a pressões para gastar menos diante da crise econômica que assola o mundo, principalmente Estados Unidos e países europeus.

    Levantamentos de empresas especializadas em perscrutar os rumos globais relacionados com o consumo,  como é o caso da trendwatching.com, revelam que o recommerce figura com destaque entre as tendências mais fortes para este ano.

    Segundo os pesquisadores da trendwatching.com, nunca foi tão fácil revender – ou trocar por descontos – compras antigas, desde aparelhos eletrônicos e roupas até entradas para eventos. Ao mesmo tempo, multiplicam-se programas de trocas, tecnologias e plataformas que possibilitam ações específicas para cada negócio.

    Os exemplos se multiplicam, como o da loja francesa Decathlon, que vende roupas e equipamentos esportivos. Durante uma semana, em outubro de 2011, a loja recomprou de seus clientes equipamentos usados, oferecendo como pagamento cupons válidos por seis meses. Outro exemplo é a DealsGoRound, dos Estados Unidos, que permite aos seus usuários revender e comprar ofertas passadas de sites de compras coletivas, como Groupon.

    No Brasil, empresas que atuam com recommerce estão confiantes de que essa prática ganhará força por aqui também. É o caso do diretor da Reurbano, Felipe Lachowski, que acumula em sua trajetória passagem pela gestão comercial do site Groupon. Segundo ele, produtos de tíquete médio baixo, que apresentam maior impulsividade, como os cupons de compra coletiva, têm se destacado no comércio online brasileiro.

    "Muitas vezes a pessoa adquire um novo equipamento, ou compra um jantar em um restaurante e acaba não tendo tempo de consumir. O recommerce serve para girar esse dinheiro que ficaria parado, e auxilia diretamente o setor, e a economia interna", diz Lachowski.

    A Reurbano calcula que há no mercado uma demanda de 30% de cupons de compras coletivas, que normalmente são descartados por falta de uso. A empresa oferece plataforma para revenda dos vouchers.

     

     

     

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