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América Latina como destino estratégico para empresas globais: A era do Planismo

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Não é nenhuma surpresa para os leitores da última pesquisa Expat Insider da InterNations que a América Latina mais uma vez destaca-se como um atrativo destino para expatriados em todo o mundo. Desde a primeira edição da pesquisa, há dez anos, países da região estiveram entre os cinco primeiros destinos do mundo em todas elas. À medida que o mundo se tornou “mais plano”, facilitando mais do que nunca a realocação de indivíduos e empresas, essa dinâmica não tornou a localização irrelevante. Pelo contrário, a facilidade de mudança de localização transformou a região em uma ferramenta estratégica, onde países latino-americanos, como o Brasil, possuem inúmeras vantagens. Portanto, acreditamos que é hora do país abraçar e capitalizar essa nova realidade de localização estratégica, o que denominamos “Planismo”.

O Planismo representa o reconhecimento de que, mesmo com a crescente acessibilidade global para empresas e indivíduos, a importância da localização não diminuiu. Longe disso. ‘Place’ (‘lugar’, em tradução livre), tornou-se agora o terceiro P, atrás de Product (produto) e Price (preço). O local onde o trabalho é realizado ou registrado ganhou relevância equivalente ao que é produzido e ao seu custo. Pense nos vários fatores que uma empresa ou indivíduo deve considerar ao se mudar, como a situação fiscal, a integração com a população local, o ambiente favorável aos negócios, o fuso horário e o idioma. Brasil e México, já destinos atrativos para expatriados, agora também são locais estratégicos. E isto, acreditamos, se deve a três ativos estratégicos principais: a sua influência na web, o seu status de hub global e a sua cultura de pensamento tropical.

Vamos usar a web como exemplo, para começar. No ano passado, o uso da internet na América Latina ultrapassou a China. Em uma década, o Brasil aumentou seu uso da internet de 49% para 84%, enquanto no México foi de 40% para 77%. A título de comparação, países com renda mais elevada experimentaram um aumento médio de 75% para 90% durante o mesmo período. Quem pode prever quais países alcançarão o sucesso ao longo dos próximos dez anos?

Seja medido em termos de uso de plataformas de mídia social, horas dedicadas online ou número de startups unicórnio, Brasil e México são países enormemente conectados, inovadores e habilidosos em tecnologia, liderando não apenas na região, mas no mundo. O Brasil possui o terceiro maior número de usuários no Instagram, enquanto ambos países ocupam, respectivamente, o terceiro e quarto lugares em quantidade de usuários no TikTok em nível global. Além disso, os brasileiros dedicam o segundo maior tempo diário na internet em todo o mundo. De fato, com 9,4%, a parcela global de usuários de internet na América Central e do Sul é superior à dos usuários de internet na América do Norte (6,7%) e na Europa do Norte e Ocidental (5,5%). Há também mais unicórnios no Brasil e no México (24) do que em Israel (22), Canadá (19), Coreia do Sul (16) ou Japão (12).

Já o próspero mercado de tecnologia no México, o segundo maior da América Latina após o Brasil, tem projeção de crescer a uma taxa anual composta (CAGR) de 10,6% nos próximos cinco anos, muito acima da média global. Um novo relatório prevê que a economia digital na América Latina quase dobrará até 2026, atingindo um valor de US$ 944 bilhões, com uma CAGR de 23%. No entanto, o continente também se destaca como um centro global por muitas razões, não apenas devido ao seu promissor mercado de tecnologia e economia digital. A região é altamente eficiente em termos de custos quando se considera dólares e euros em comparação com moedas locais. Muitos profissionais em setores de tecnologia e outras áreas especializadas falam inglês e espanhol, dois idiomas globais, sendo que o espanhol está se tornando cada vez mais relevante nos Estados Unidos. Além disso, tanto o Brasil quanto o México operam em fusos horários muito semelhantes aos dos Estados Unidos, com apenas quatro horas de diferença do Brasil para a Europa

Agora que o “nearshoring” parece ser um projeto de longo prazo, e não só uma moda passageira, as empresas e as pessoas estão ligando os pontos sobre o que a gente chama de ‘pensamento tropical’, uma característica intrínseca dos negócios no Brasil e no México. Influenciada e alinhada fortemente com as culturas ocidentais, como os Estados Unidos e a Europa, a América Latina cultiva uma cultura inovadora, diversa e única, com sua própria lógica e abordagem singular. Perfeito para trocas culturais, novas ideias e soluções de negócios.

Diana Diaz Martinez, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Mauve Group.

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