Países emergentes defendem a internet livre e sem censura de governos

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Levantamento divulgado nesta quarta-feira, 19, nos Estados Unidos, pelo Centro de Pesquisas Pew, revela que a maioria da população dos chamados países emergentes — entre eles Argentina, Chile e Brasil — defende a internet livre e sem censura de governos.

A defesa foi especialmente alta entre as pessoas mais jovens e nos países com um alto número de usuários de internet. Na Venezuela, 89% dos pesquisados disseram apoiar uma internet sem limitações, assim como cerca de 80% no Líbano, Chile, Egito, Argentina e Brasil.

Também foram registrados números altos em México (79%), África do Sul (77%), Bolívia (76%), Malásia e Filipinas (ambos com 73%) e Nigéria (72%). "O apoio à liberdade na internet tende a ser forte nos países com altas taxas de penetração da internet, como Chile e Argentina, onde aproximadamente dois terços da população estão online", diz o relatório do Pew.

"É menos comum nos países com taxas de penetração mais baixas, como Indonésia e Uganda, onde 55% e 49%, respectivamente, disseram se opor à censura do governo", completa o estudo.

Na pesquisa do Pew, o Paquistão teve a porcentagem mais baixa de pessoas que expressam oposição à censura (22%), mas 62% dos pesquisados não responderam ou se mostraram indecisos. Entre as pessoas mais jovens no grupo de 18 a 29 anos, uma grande maioria apoiou uma internet aberta em todos os países, salvo no Paquistão, diz o Pew.

Os resultados da Rússia contrastam com os do resto da pesquisa, com uma porcentagem relativamente baixa de 63% opondo-se à censura, apesar de a Rússia ter um dos níveis mais altos de uso da internet.

As pessoas com maior educação eram mais propensas a apoiar uma internet aberta em muitos países. Na Tunísia, por exemplo, 73% das pessoas com formação universitária disseram que é importante ter acesso à internet sem censura do governo, comparado com 56% da população total.

O Pew consultou 21.847 pessoas de 24 economias emergentes e em desenvolvimento, no período de 3 de março a 1 de maio de 2013. A margem de erro oscilou de 3,5% na Venezuela a 7,7% na Turquia, com a maioria variando entre 4% e 5%.

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