76% dos executivos temem que sua empresa tenha alguma brecha de segurança, diz pesquisa

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Segundo pesquisa realizada com 300 CEOs e CISOs de diversos setores, 76% deles estão preocupados com brechas na cibersegurança de suas empresas. Realizado pela a Forcepoint, fornecedora de cibersegurança, em parceria com o Wall Street Journal Intelligence, o estudo aponta que há falta de uma estratégia contínua de cibersegurança para menos da metade de todos os CEOs entrevistados. A pesquisa também identificou disparidades entre regiões geográficas na proteção de dados, bem como uma dicotomia na batalha entre aumento do risco e aumento da capacidade da tecnologia.

Os executivos estão perdendo o sono devido à digitalização e à dependência de seus negócios à tecnologia, o que torna o risco alto. Apesar de preocupados, 87% acredita que sua equipe de segurança está sempre à frente das ameaças à segurança cibernética. No entanto, a Forcepoint destaca que nem todos os entrevistados estão reavaliando sua estratégia de cibersegurança para uma que os permita sair da brecha.

Estratégias de cibersegurança são vistas por 85% dos executivos como um dos principais impulsionadores da transformação digital, mas 66% reconhecem o aumento da exposição organizacional a ameaças cibernéticas devido à digitalização. Apenas 46% dos líderes revisam regularmente suas estratégias de segurança cibernética.

Disparidades entre CEOs, CISOs e geografias globais

A pesquisa sobre o estado atual e futuro da cibersegurança destaca a disparidade entre como as empresas priorizam os principais elementos de segurança geograficamente. Proteger os dados do cliente é uma prioridade retumbante para os líderes nos Estados Unidos (62%) e na Europa (64%), enquanto na Ásia 61% dos líderes priorizam a proteção da PI organizacional sobre os dados do cliente. Os fatores que influenciam esses resultados podem ser, em parte, pelas diferentes abordagens regulatórias da proteção de dados e privacidade, bem como a decisões legislativas recentes nos EUA e na Europa, como GDPR e CCPA.

Também existe uma clara divisão entre CEOs e CISOs na maneira como eles identificam o caminho certo para a cibersegurança em seus negócios. Os CEOs preferem ser proativos e focados no risco (58%), priorizando a manutenção da estabilidade dos negócios acima de tudo. Enquanto mais da metade dos CISOs (54%) adotam uma abordagem mais reativa e orientada a incidentes para mitigar o cenário dinâmico de ameaças de cibersegurança de hoje.

O relatório foi baseado em uma pesquisa quantitativa on-line de 200 CEOs e 100 CISOs, realizada pela WSJ Intelligence e patrocinada pela Forcepoint. Os entrevistados dos EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Índia, Hong Kong, Cingapura e Austrália, representando indústrias como Ciências da Vida, Saúde, Manufatura, Finanças, Transporte, Varejo, Energia e Telecomunicações, com uma receita média da empresa de US$ 10,4 bilhões.

3 COMENTÁRIOS

  1. Existe uma briga muito grande hoje em dia pela aquisição de carteiras de clientes e informações privilegiadas sobre possíveis clientes e ou votos, como vimos que possivelmente aconteceu em algumas eleições mundo a fora, dados especulativos de que alguns testes via face book são apenas para ter acessos as contas e coletar dados das pessoas para descobrir, locais visitados, cultura, hábitos, etc… creio que se isso é de fácil acesso se torna uma ferramenta muito útil na mão de pessoas com más intenções, imagina dados confidenciais de empresas, negociações comerciais, etc…

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