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Organização que se adequar mais rapidamente à regulação de dados pessoais terá vantagem competitiva, indica Deloitte

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O mundo da realidade virtual, da internet das coisas e do big data transformou os dados na mais nova matéria-prima para a produção de riquezas de um país. Consequentemente, as organizações que detêm uma grande quantidade de informações pessoais têm em mãos um valioso ativo que, se bem usado, pode gerar inovação e negócios. Porém, o uso indiscriminado de informações pessoais tem causado uma celeuma ao redor do mundo.

Diante disso, países europeus já adotaram uma regulação para a utilização e proteção de dados pessoais, cujo modelo foi usado pelo governo brasileiro para a criação da Lei Complementar 53/18 ou a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que obteve recente sanção presidencial.

A partir da sanção, ocorrida em 14 de agosto, as empresas terão até 18 meses para se adequar à nova regulação de privacidade. E a organização que melhor souber fazer uso dessas novas regras terá uma vantagem competitiva: “Será possível aumentar o nível de confiança de potenciais clientes com boas práticas de privacidade. Por outro lado, haverá mais pressão regulatória, já que exigem forte controle sobre o processamento de dados pessoais e mais medidas organizacionais. Sairá na frente quem mostrar mais responsabilidade ao utilizar os dados pessoais processados”, explica Márcia Ogawa, sócia-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicação da Deloitte Brasil.

Essa responsabilidade pode significar novos negócios em setores como de saúde e segurança, por exemplo. A utilização de dados pessoais dos cidadãos por parte de governos e empresas privadas de segurança poderá auxiliar na composição de um sistema inteligente que identifique suspeitos ou até mesmo agilize o socorro por meio das câmeras espalhadas nas cidades.

“A adoção de uma nova lei carrega sempre consigo transformações, e com a LGPD não será diferente. Transparência, ética e uma relação ganha-ganha ditarão o ritmo dessas transformações. Num mundo cada vez mais conectado, governos, cidadãos e setores privados precisarão quebrar alguns paradigmas para acompanhar essa nova era”, comenta Rogério Dabul, sócio da área de Cyber Risk da Deloitte.

Os avanços tecnológicos mais recentes surgiram em países cujas barreiras regulatórias são mais brandas para o uso dos dados, como China e Estados Unidos. Neles há um ambiente propício para o surgimento de empresas que aprenderam a utilizar as informações de forma inteligente, criando modelos de negócios surpreendentes ou agregando com facilidade novos conceitos. “Precisamos sempre olhar os dois lados da moeda: se de um lado o cidadão poderá decidir sobre quais dados quer compartilhar, do outro, o uso consciente desses dados poderá gerar negócios inovadores”, complementa Dabul.

Para Marcia Ogawa, é preciso acompanhar de perto como o Brasil vai se posicionar: “O País já perdeu diversas batalhas tecnológicas ao longo das últimas décadas. Desta vez, não podemos perder a jornada da economia digital, calcada fortemente nesta nova ciência, a dos dados”, conclui.

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