Hiperautomação: afinal, é ou não é o fim do trabalho humano?

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Toda vez que escutamos o termo Inteligência Artificial, a primeira pergunta que vem à nossa mente é: será o fim do trabalho humano? Mas, antes de responder a esta questão, pensemos nas atividades que fazíamos e que não gostávamos, por serem repetitivas. Por exemplo: a emissão de notas fiscal era manual e, posteriormente, os contadores tinham que transcrever todas as notas fiscais, uma por uma, em um livro de registros tributários. Se houvesse erro, o jeito era passar uma solução com água sanitária, e mais tarde o corretor líquido para fazer os ajustes. Nos bancos, valores para pagamentos eram digitados, com uma enorme demanda de atenção por parte dos caixas. Por sua vez, o operador de telemarketing passava o dia, a semana ou meses resolvendo praticamente os mesmos problemas e dando as mesmas informações.

Gradativamente, todo esse trabalho vem sendo substituído por automações e mais recentemente pela Inteligência Artificial, que são ferramentas robotizadas que simulam um ser humano nas atividades repetitivas. Os chatbots, por exemplo, realizam a conversação com as pessoas, esclarecendo dúvidas e procurando ofertar soluções já conhecidas para os mais diversos problemas. Neste caso, o objetivo é acelerar o processo e otimizar a experiência do cliente. Para tranquilizar: não é o fim do trabalho humano.

Como o ser humano possui particularidades que dificilmente as máquinas conseguiram substituir, como sentimentos, percepção social e capacidade de resolver problemas ainda não conhecidos, e em compensação algumas atividades rotineiras podem ser delegadas à Inteligência Artificial, entre elas, a leitura de e-mails e a extração de informações importantes de documentos, ficou claro, durante o webinar, que a hiperautomação – que consiste na união de conhecimentos e tecnologias que as empresas devem adotar para assegurar o processo de trabalho automatizado – traz mais celeridade na realização das atividades das empresas.

Se a automação atua com o propósito de transformar processos mecânicos em automáticos, a hiperautomação contempla ainda mais funcionalidades de análise, design, medição de desempenho, pesquisa, predição, mensuração, chegando ao monitoramento e reavaliações, se tornando uma ferramenta muito mais completa.

Como nem todas as empresas são iguais e até negócios do mesmo segmento podem atender perfis dessemelhantes, no encontro ficou claro que, antes de utilizar a hiperautomação, é preciso conhecer a realidade de cada organização, bem como ter uma ampla noção do que pode ser melhorado naquele cenário. E, por isso, essa infraestrutura está deixando de ser uma tendência para se tornar uma forte realidade, ficando em primeiro lugar no "Top 10 Strategic Technology Trends for 2020", da Gartner, de 2020.

A empresa, grande ou pequena, que não automatizar os seus processos internos de gestão, corre o risco de ficar para trás, perdendo eficiência, segurança, relevância, confiabilidade e, consequentemente, clientes. Além de manter os custos elevados pelos processos manuais.

Atila Nicoletti, gerente executivo da Run2Biz.

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