FEI investe em tecnologias emergentes para capacitar profissionais em transformação digital

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Unir pesquisa, desenvolvimento de ponta, inovação e formação educacional, com objetivo de preparar profissionais aptos a atender as demandas das organizações de forma prática, são os objetivos que orientam o Centro Universitário FEI, que completa 80 anos de fundação, exercendo um papel de liderança em desenvolvimento Administração, Ciência da Computação e Engenharia no país

Segundo Gustavo Donato, reitor da FEI (foto), ela faz uma combinação difícil de existir na Universidade, pois reúne pesquisa do estado da arte e formação de profissionais prontos para mercado, com grande foco em tecnologia e gestão, gerando conhecimento e inovação.

Outra característica relevante é o forte investimento em TICs, que apoia os diferentes cursos da Universidade, tendo em vista a relevância que o Digital ganhou em todos os tipos de atividades da instituição.

A FEI tem 3 eixos básicos de atuação. A primeira área, de ensino de administração e gestão, incorpora o uso de Inteligência Artificial para Business Analytics, tomada de decisão, BI em finanças, entre outras.

A área de Ciência da Computação abrange toda a área desenvolvimento de sistemas, aplicações móveis, IA, data science, IOT, Laboratório de Pesquisa e Aplicação de Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Robótica Autônoma Inteligente. Ela oferece o primeiro e único curso de engenharia de robôs. A equipe de Robótica Autônoma está entre as top 10 mundiais na Olimpíadas de Robótica, cujos robôs são construídos do zero, com a participação de estudantes de graduação, mestrado e doutorado

Os cursos de Engenharia, com 7 modalidades diferentes, estão todos conectadas, de maneira direta ou indireta com esses conhecimentos.

Planejamento de longo prazo

Segundo Donato, a FEI tem um planejamento de longo prazo para garantir ser capaz de construir novos conhecimentos, com habilidades e competências para desenvolver, modificar e adaptar tecnologias, e não apenas só aplicá-las. O objetivo é preparar o aluno para ter domínio das novas tecnologias, tanto para seu desenvolvimento pessoal quanto profissional, incentivando a criatividade e o empreendedorismo.

A FEI elegeu megatendências de longo prazo, até 2050, avaliando grandes eixos de tecnologias e tendencias globais, que precisam ser desenvolvidas. "Em 2016 foi constituído um grupo orientador de inovação para posicionamento institucional com altos executivos, com a participação de mais de 10 presidentes de grandes empresas, elegemos quais eram as megatendências de longo prazo que pautariam a evolução da Plataforma de Inovação FEI, onde cada megatendência passou a ser estudada, investigada e avaliada nas suas oportunidades", explica Donato.

Em se tratando de TICs, algumas áreas de interesse da FEI podem ser destacadas:

O primeiro é voltado para Smart Citieis e Smart Countries, tendo em vista que para se desenvolverem precisam de tecnologia habilitadores como IA, Realidade Virtual e Aumentada, robótica, etc. "Se você sair dos grandes centros populacionais não tem conectividade presente e nem estável. Quando se fala de Agro, por exemplo, um número de grande de componentes precisam ser conectados, que a conexão 3G e 4 G não permitem, só com 5G", ressalta o reitor

A FEI foi parceira da Comunidade Europeia numa solução de uso de IoT para diminuição do consumo de água e controle da umidade do solo, visando o aumento da produtividade na produção de alimentos, diminuindo perdas, com o objetivo de suprir uma população que cresce de forma acelerada.

Outra área é de Saúde, onde a conectividade é determinante, mas não só em telemedicina. Apesar da FEI não ter uma faculdade de Medicina, ele investe em soluções para robótica, que tem caráter de missão crítica que exige baixa latência de conectividade e muita confiabilidade.

Com a questão da cirurgia robótica, surgiu o desdobramento do curso pioneiro de engenharia de robôs, uma necessidade não só de saúde, mas também de manufatura 4.0.

Mobilidade é outro segmento relevante, incluindo veículos elétricos, autônomos e conectados, com o desenvolvimento do Programa Rota 2030

Manufatura Inteligente, focada no desenvolvimento de soluções para digitalização, centrada na indústria 4.0 e manufatura digital, buscando melhorar os ganhos de produtividade e flexibilidade das empresas.

Todos esses conhecimentos, são aplicados nos cursos específicos e nos demais cursos de formação, como Engenharia Mecânica, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia de Produção, Engenharia Química entre outros.

"A base tecnológica e de digitalização permeiam todos os curso todos os cursos, de Administração de Empresas e Negócios, os de Ciência da Computação até todas as engenharias, envolvendo inclusive os próprios educadores", enfatiza Donato, acrescentando que a Engenhara Química está desenvolvendo um projeto

Centro de Soluções 5G

Por ser um celeiro de pesquisa, desenvolvimento e formação de profissionais, a FEI sempre atraiu a atenção das empresas para cooperação em novos projetos que envolvem tecnologia e conectividade.

O mais é recente é Centro de Soluções 5G, uma parceria com a Vivo Telefônica e Ericsson, onde a tratativas iniciadas há um ano culminou no contrato assinado a pouco mais de um mês.

Primeira iniciativa será conectar os laboratórios de Manufatura Digital e Manufatura Integrada conectando os robôs industriais, máquinas ferramentas e outros elementos de automação.

O Centro vai conectar os diferentes ambientes da FEI para projetos conjuntos e atração de outros parceiros para criar um ecossistema de empresas, para que comecem a se interligar ao centro, e se beneficiarem da cobertura e projetos que vão desenvolver de pesquisa e formação dos cursos de pós-graduação.

"Já temos sido procurados por uma série de empresas querendo participar do ecossistema. Para a Indústria 4.0 o 5G é fundamental", diz Donato.

O Centro de 5G permitirá o desenvolvimento de novas linhas de pesquisa e soluções para produtos e serviços, podendo envolver IoT, IA e Robótica, tornando o conceito de smart real, pois permitirá conexão móvel com capacidade imersiva, estabilidade de comunicação críticas e IoT, trabalhando com frequência de 3,5 GHz, com altíssima velocidade, latência quase zero, alta disponibilidade e muita escalabilidade.

A FEI já tem uma experiência semelhantes de sucesso. Em 2016 ela inaugurou o Laboratório de Manufatura Digital, que teve um aporte em licenças de software na ordem R$ 5,5 milhões pela Siemens e também investimento da fabricante nacional de automação SPI, que é base é de um sistema cyberfisico para desenvolvimento da indústria 4.0

Ele desenvolve uma série de projetos em parceria com empresas, que são trabalhos de conclusão de cursos dos alunos, que usam essas ferramentas. A Siemens, inclusive, faz os treinamentos dos profissionais de seus softwares dentro da FEI.

Com 5G, o trabalho já desenvolvido que será ampliado, como um de bastante sucesso, que é o retrofit de máquinas antigas, um tema vital quando se considera o cenário da indústria 4.0. "Nosso parque industrial é antigo, uma base instalada de maquinário analógico bem grande, que com menor custo possível, estão sendo modernizadas e conectadas por IoT para que possam ser inseridas, em parte, dentro desse contexto de indústria 4.0", explica o professor Fabio Lima, um dos responsáveis pelo Laboratório de Manufatura Digital da FEI.

O foco inicial do 5G será na indústria por um motivo. O país precisa disso, aumentar a competividade, ter ganho de produtividade e digitalização do parque industrial. Sair do campo das ideias para promover inovação aplicada, resolver um problema real. O efeito de 5G é maior no CNPJ do que no CPF", explica o reitor da FEI.

Agência de Inovação

Outra iniciativa relevante da instituição é a Agencia de Inovação da FEI, um  novo prédio de 6 mil metros quadrados no campus.  A construção predial deverá ser entregue em outubro com previsão de inauguração oficial em fevereiro ou março do próximo ano.

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