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Como definir a estrutura ideal de edge computing para criar cidades inteligentes na América Latina?

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As cidades inteligentes prometem transformar a vida urbana, tornando-a mais eficiente, segura e sustentável. No entanto, a implementação desse conceito enfrenta uma série de desafios, especialmente na América Latina. Muitas cidades possuem infraestrutura deficiente e ainda lutam com infraestrutura básica inadequada, o que torna difícil a implementação de tecnologias avançadas.

A segurança de dados é outro entrave. Com a coleta massiva de dados, a segurança e privacidade das informações dos cidadãos são preocupações críticas. Outro ponto relevante é o financiamento, já que implementar tecnologia de ponta requer investimentos significativos, o que pode ser um obstáculo em regiões com restrições orçamentárias.

Também é necessário pensar na governança e regulação. A criação de políticas e normas que acompanhem a rápida evolução tecnológica é um desafio contínuo, sem falar na necessidade urgente de capacitação técnica e treinamento para que os profissionais possam operar e manter as novas tecnologias.

Conceituando Edge Computing

Edge computing ou computação de borda refere-se ao processamento de dados próximo à fonte de geração, ao invés de depender de um data center centralizado. Isso é particularmente relevante para cidades inteligentes por várias razões:

Latência reduzida: ao processar dados localmente, é possível tomar decisões em tempo real, essencial para aplicações críticas como sistemas de segurança pública e gerenciamento de tráfego;

Eficiência de rede: reduz a quantidade de dados enviados através da rede, diminuindo congestionamentos e custos de transmissão;

Resiliência: sistemas descentralizados são menos suscetíveis a falhas catastróficas, melhorando a confiabilidade dos serviços urbanos;

Privacidade: o processamento local de dados pode aumentar a privacidade dos cidadãos, pois menos informações sensíveis precisam ser transferidas;

Edge computing: a chave das cidades inteligentes – em uma cidade inteligente, múltiplos sensores e dispositivos IoT coletam dados em tempo real. A edge computing permite que esses dados sejam processados localmente, habilitando uma resposta rápida e eficiente às necessidades urbanas.

Entre os inúmeros exemplos, podemos citar:

Gestão de tráfego: sensores e câmeras de trânsito que ajustam os semáforos em tempo real para otimizar o fluxo de veículos;

Segurança pública: análise de vídeo em tempo real para identificar atividades suspeitas e acionar respostas imediatas;

Gerenciamento de energia: sistemas de monitoramento que ajustam o consumo de energia com base na demanda e disponibilidade.

Organizando a Infraestrutura necessária

Para implementar uma infraestrutura de edge computing eficaz, algumas etapas críticas incluem:

Avaliação de necessidades: identificar os principais desafios urbanos que podem ser resolvidos com o uso da tecnologia;

Planejamento de rede: desenvolver uma rede robusta que suporte a conectividade necessária para os dispositivos IoT e os nós de edge;

Parcerias tecnológicas: colaborar com fornecedores de tecnologia para garantir que os dispositivos e plataformas sejam compatíveis e escaláveis;

Segurança e compliance: implementar protocolos de segurança rigorosos e garantir a conformidade com regulamentos locais e internacionais;

Capacitação e manutenção: investir em treinamento para o pessoal técnico e estabelecer um plano de manutenção preventiva.

Entre os exemplos de aplicação de edge computing em cidades inteligentes estão os botões de emergência em escola, que integrados ao sistema de monitoramento da cidade permitem respostas rápidas em situações de invasão, mostrando as câmeras das unidades no centro de comando. Também pode ser utilizada no monitoramento ambiental. Sensores distribuídos avaliam a qualidade do ar e ruídos em tempo real, ajudando a tomar medidas imediatas para melhoria da saúde pública.

Outra aplicação é no gerenciamento de resíduos. Sistemas inteligentes de coleta de lixo conseguem ajustar as rotas dos caminhões conforme o nível de preenchimento dos contêineres, otimizando recursos e reduzindo emissões.

Futuro

A adoção de edge computing nas cidades inteligentes da América Latina promete transformar a vida urbana, trazendo mais eficiência e segurança. No futuro, podemos prever cidades onde a Inteligência Artificial e edge computing trabalham em harmonia para criar ambientes verdadeiramente responsivos, onde os sistemas antecipam e respondem às necessidades dos cidadãos antes mesmo que elas sejam percebidas. Essa revolução digital será fundamental para enfrentar os desafios urbanos do século XXI, criando cidades mais conectadas, resilientes e sustentáveis.

Júlio Martins, diretor de Inovação da Roost.

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