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Primeiro ETF de Bitcoin é aprovado na Bolsa de Nova York e provoca aumento na cotação da criptomoeda

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Nesta quarta-feira,20, o preço do Bitcoin quase chegou a bater US$ 67 mil no final da manhã – alcançando US$ 66,5 mil. A alta rompeu a marca histórica anterior, de US$ 64,8 mil, que havia sido registrada em 14 de abril deste ano. Com esse feito, o BTC já acumula uma valorização de 127% só em 2021. 

A aprovação do primeiro ETF de bitcoin na Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, ajudou a puxar essa alta, por gerar mais credibilidade ao criptoativo – já que ETFs são regulados pelo mercado financeiro -, e também por facilitar o acesso de investidores ao BTC, que se sentem mais confiantes em entrar nesse mercado. 

A ProShare entrou com seu pedido de ProShares Bitcoin Strategy ETF (BITO) na Securities Exchange Commission (SEC) em 2017, e agora recebeu aprovação. A SEC está analisando mais de uma dúzia de aplicativos cripto- ETF , incluindo um da Goldman Sachs. 

Para Ray Nasser, CEO da Arthur Mining, mineradora de ativos digitais que opera nos Estados Unidos com um dos custos e fontes de energia mais baratos e sustentáveis do mundo, o ETF de bitcoin operando na NYSE abre alas para ETFs de melhor qualidade. “O volume negociado neste primeiro dia com o ETF na NYSE foi de US$ 1 bilhão, é o maior montante da história para um ETF em um período de 24 horas. O mercado institucional está entrando com força nesse tipo de investimento, incluindo fundos de pensão, e há rumores de que alguns países já estão construindo reservas de bitcoin, assim como fazem com ouro, petróleo e outras commodities”, afirma o especialista, que acumula mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, e tem uma forte atuação em cripto desde 2015. 

O CEO da Arthur Mining acredita que ainda em 2021, há novos recordes por vir. “O bitcoin acabou de passar o franco suíço em termos de capitalização de mercado. Ao bater US$ 69 mil passará a prata, e acredito que até o fim do ano há possibilidade do BTC chegar a US$ 100 mil ou, sendo ainda mais otimista, US? 135 mil”, conclui. 

Para Orlando Telles, diretor de research da Mercurius Crypto, casa de pesquisa em criptoativos, esse novo instrumento de investimento, que está disponível para os investidores americanos, representa uma grande destrava de valor para o Bitcoin. Abaixo, Telles traz uma análise focada em explicar o impacto do primeiro ETF norte-americano de Bitcoin e em entender o que se pode esperar para o mercado de criptoativos nos próximos meses.

A importância do ETF 

Para compreender a importância desse instrumento financeiro para o mercado de criptomoedas, primeiro é fundamental entender o que ele realmente é. ETF é a sigla para Exchange Traded Fund ou fundo de índice. Trata-se de um formato de fundo de investimento em que suas cotas são negociadas em pregões, de forma similar a ações

“Esse tipo de produto normalmente é muito utilizado por investidores institucionais quando estes desejam se expor em um determinado ativo possuindo uma grande liquidez e facilidade para alterar suas posições”, explica o especialista.

No caso do mercado de criptomoedas, esse tipo de fundo é muito relevante, pois constrói segurança jurídica para o investidor, além de gerar mais conforto em aspectos de liquidez e acessibilidade.

Destrava de valor para o Bitcoin  

Desde 2013 o mercado de criptomoedas buscava aprovar o seu primeiro ETF nos Estados Unidos, no entanto, por se tratar de um mercado muito recente e com baixo volume houve muitos entraves para a permissão. Já em 2017, a comissão de valores mobiliários norte-americana (SEC) afirmou que não seria viável a aprovação de um ETF enquanto não existisse um volume estável no mercado de criptomoedas, medidas contra a manipulação de preços do ativo e um formato de custódias reguladas e terceirizadas.

A aprovação de um ETF para o Bitcoin, segundo Telles, já representa um sinal de que, na visão do principal órgão regulador do mundo, esse mercado está amadurecendo. Entretanto, o especialista pontua que o aspecto mais importante desse ETF é a destrava de capital que ele representa para o mercado de criptomoedas.

De acordo com estudo realizado pela Fidelity Digital Asset em julho deste ano, apenas 33% dos investidores institucionais dos EUA investem em criptomoedas, sendo que a falta de infraestrutura para acessar o mercado e a incerteza regulatória figuram entre os principais fatores que afastam essa classe de investidores.

O ETF representa a possibilidade de entrada de um grande volume do mercado tradicional, que antes não via um meio de acesso para este setor, como ocorreu em países que já aprovaram instrumentos desse tipo, a exemplo do Canadá e Brasil.

Além da possibilidade de entrada de um grande fluxo de capital, o ETF de Bitcoin pode elevar o preço do criptoativo, possibilitando que a moeda atinja a sua máxima histórica. Outro fator a ser considerado por parte da SEC é a aptidão desse regulador para criar normas e infraestrutura para o mercado de ativos digitais.

Até pouco tempo atrás, as chances de aprovação de um ETF de criptoativos nos Estados Unidos era bastante remota. Segundo Telles, essa movimentação pode ser mais um sinal de que a SEC será mais atuante no mercado de ativos digitais e pautas como a regulação das aplicações desse mercado assim como as das exchanges devem se tornar ainda mais frequentes no final deste ano e no início do próximo. “O fato é que o mercado de criptoativos deu mais um passo rumo a se tornar mainstream”, diz. 

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