ONG considera insuficientes mudanças na espionagem americana anunciadas por Obama

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A organização não governamental Human Rights Watch avaliou como insuficientes as mudanças no serviço de inteligência americano, anunciadas na última sexta-feira,17, pelo presidente Barack Obama. A espionagem virtual de documentos confidenciais, denunciada pelo ex-funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, Edward Snowden, foi um dos temas destacados no capítulo relativo aos Estados Unidos na 24ª edição do Relatório Mundial sobre Direitos Humanos, que avalia as práticas adotadas em mais de 90 países, divulgado nesta terça-feira, 21.

Daniel Wilkinson, um dos diretores da organização, aponta que as medidas avançam no sentido de dificultar o acesso aos metadados de mensagens eletrônicas, como data, hora, remetente, e outras informações técnicas. Contudo, deixa aberta a possibilidade de coleta de dados. "Além disso, não há nada no anúncio do Obama que sugira que as pessoas do exterior tenham alguma forma de reclamar o direito à privacidade", disse.

Em discurso, o presidente americano disse que os serviços de informações não iriam espionar rotineiramente países considerados aliados. Mesmo enfatizando estreitas relações de confiança com líderes aliados, Obama fez questão de não se desculpar por fazer "o que serviços de inteligência de qualquer outra nação fazem". Ele esclareceu que a coleta de metadados não alcançavam a identidade de quem fazia a ligação ou mesmo seu conteúdo.

A ONG também considera preocupante a posição do ministério público americano de apresentar acusações criminais a Snowden. "É claro que o governo tem interesse legítimo de desincentivar os empregados de vazar informação, mas ninguém deve ser perseguido penalmente, quando o interesse público se sobrepõe a essas informações. Nesse caso, isso ocorreu para denunciar sérias violações", avaliou Wilkinson. Com informações da Agência Brasil.

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