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Falta de política de uso impede adoção de mobilidade pelas empresas

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Apesar do crescimento da adoção de celulares pelas empresas brasileiras, apenas 39% delas possuem política específica para uso da mobilidade corporativa. Em comparação com países como México (60%) e Colômbia (70%) o Brasil está bem baixo da média da região da América Latina, mesmo elas (63%) reconhecendo que o uso de dispositivos móveis é muito importante para o desenvolvimento dos seus negócios.

As informações fazem parte da pesquisa pela Citrix, que revela ainda que custo não é o motivo pelo entrave no estabelecimento de uma política de gestão de smartphones e tablets, conhecida como BYOD (Bring your own device), mas sim que “não há percepção que ela é importante para o desenvolvimento dos negócios.”.

A pesquisa diz ainda que no Brasil, dentre as empresas que trabalham rotineiramente com acessos a aplicações móveis corporativas, mais da metade (58%) acredita estar em equivalência com seus concorrentes nesse sentido. E que as principais vantagens dessa realidade, apontam o aumento da produtividade e satisfação do cliente.

O teletrabalho, além de trazer mais produtividade, reduzir custos operacionais, evitar perda de tempo em congestionamento, proporciona melhor satisfação dos colaboradores e na retenção de talentos”, explica Luis Banhara, diretor geral da Citrix no Brasil.

Quanto às iniciativas de mobilidade, acesso de qualidade e o desempenho da rede são pontos considerados fundamentais para as empresas brasileiras, haja vista que a má qualidade da banda larga é uma reclamação recorrente. Também citam como fundamentais o atendimento e disponibilidade de um help desk quando necessário. A pesquisa mostra que para atender essas e outras demandas relacionadas a acesso móvel, as empresas brasileiras destinam 16% do seu orçamento para esse fim, enquanto o México investe 12% e a Colômbia 20%.

Preocupação com segurança

A pesquisa aponta que a segurança continua a ser uma das preocupações das companhias, que consideram como prioridade proteger dados pessoais e controlar o acesso aos aplicativos. Embora reconheçam essa necessidade, o orçamento para a contratação de soluções de segurança para mobilidade é reduzido. No Brasil é apenas 13%; 11% no México e 17%, na Colômbia. Além disso, 62% das empresas brasileiras entrevistadas não possuem uma estratégia formal de segurança ou políticas de uso de mobilidade. Na Colômbia, esse índice é de 68% e no México 77%.

E mostra ainda que 85% dos entrevistados reconhecem que o controle de acesso às aplicações é o aspecto mais preocupante quando de fala em acesso remoto, sendo que o acesso ao sistema por usuários externos para roubar propriedade intelectual consideram que é a principal ameaça à segurança móvel das empresas brasileiras.

O estudo questionou como é feita atualmente o gerenciamento de acesso de usuários remotos e a distribuição de dados sensíveis dentro da empresa. No Brasil, constatou que o uso de sistema de gerenciamento de dispositivo móvel – MDM (Mobile Device Management) não está entre as prioridades dos tomadores de decisão de negócios, ocupando a 8ª posição. Quem liderou essas listas de resposta foram os itens de controle de acesso e aplicação, redes e dados, de acordo com tipo de usuário.

Segundo Banhara, para superar a complexidade de adotar soluções de segurança que atendam diferentes plataformas, tipos e versões de sistemas operacionais, formas de acesso, plugins, uma infinidade de modelos e telas de dispositivos móveis, o software da Citrix trabalha na camada da aplicação, onde todos esses itens são indiferentes para se garantir a segurança das informações. “O espaço de trabalho móvel será definido software”, enfatiza o executivo.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada em outubro de 2015, com 360 organizações (120 de cada país) dos setores de indústria, comércio e serviços. As entrevistas foram executadas, principalmente, com equipe responsável pelas tecnologias de informação das empresas, todas elas com pelos menos 50 empregados.

(Clique na imagem para ampliar)

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