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Empresas querem ser mais digitais, mas resistem em aumentar orçamento de TI

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O Gartner anuncia pesquisa com CIOs (Chief Information Officers) de todas as regiões do mundo e que mostra que estão enfrentando aumentos de orçamento apenas marginalmente acima da inflação projetada e bem abaixo do crescimento esperado em receita. Segundo os analistas do Gartner, isso significa que, além do aumento em demanda, haverá uma necessidade contínua de maior eficiência.

Para destacar as prioridades de liderança, organização e tecnologia que os líderes devem ter em suas agendas, a Pesquisa Gartner CIO e Executivo de Tecnologia de 2024 entrevistou mais de 2.400 executivos e CIOs de 84 países, abrangendo todas as principais indústrias, representando aproximadamente US$ 12,5 trilhões em orçamentos do setor público e US$ 163 bilhões em gastos com TI. Esta e outras pesquisas e tendências serão apresentadas no Brasil durante a Conferência Gartner CIO & IT Executive 2024, o principal evento do ano para líderes de TI que orientará os executivos no processo de adoção de tecnologias para impulsionar a inovação e gerar valor para os negócios.

“Os resultados mostram que os CIOs enfrentam uma demanda crescente para entregar valor comercial a partir de iniciativas tecnológicas, mesmo sem recursos adicionais”, diz Luis Mangi, Vice-Presidente do Gartner e chairman da conferência. “Os CIOs que fornecem recursos às equipes de entrega digital de ponta a ponta, trabalhando em colaboração com outros líderes (CxO), têm duas vezes mais chances de atingirem ou excederem os resultados de seus investimentos em tecnologia, em comparação com aqueles que deixam a entrega de recursos digitais a cargo apenas dos departamentos de TI”.

Para capitalizar e promover o compromisso dos executivos com a liderança digital, os CIOs devem identificar perfis de liderança digital na equipe executiva e adaptar seu envolvimento para ajudar seus parceiros a se tornarem mais eficientes.

Mudança nos orçamentos de TI e nas expectativas de inflação e de receita

A pesquisa mostra que o perfil de CIO com menor retorno positivo em projetos é o chamado ‘Operator’, que cuida da entrega digital em TI. Eles representam 55% dos CIOs, mas apenas 43% de suas iniciativas digitais atingem ou excedem as metas de resultados.

CIOs com perfil ‘Explorador’, que acreditam que o departamento de TI deva fazer a maior parte da entrega digital, mas que as áreas de negócio também devem contribuir, já possuem um índice maior de sucesso: 53% de suas iniciativas digitais atingem ou extrapolam os objetivos. Já os CIOs considerados ‘Franqueados’ entendem que os que outros líderes (CxOs) devem ser parceiros iguais no fornecimento de tecnologias digitais, e são os mais bem-sucedidos em seus projetos. No caso desses líderes, 63% das iniciativas digitais atingem ou excedem os objetivos de resultados.

Diante deste cenário, adotar o modelo de projeto de franquia para as entregas digitais é um caminho recomendado. Ao adotar este modelo, CIOs podem compartilhar a responsabilidade da entrega digital com os outros líderes, superando restrições de orçamento e talento, ao mesmo tempo em que combatem ameaças. A abordagem permite que eles aproveitem os ecossistemas existentes e colaborem com CxOs para enfrentar desafios como restrições orçamentárias e de talento, gerenciar conformidade e reduzir riscos, além de capacitar equipes de negócios para fornecer recursos digitais seguros e robustos.

Para adotar o modelo, o Gartner identifica três pilares que podem aprimorar significativamente a entrega?digital:

1) Compromisso com a liderança conjunta: O incentivo aos seus pares, que são outros líderes de C-Level (CxO), para uma liderança conjunta na entrega digital torna-se um diferencial para os CIOs. Ao expandirem suas funções e as de seus departamentos de TI, os CIOs estão motivando, educando e capacitando seus colegas a liderarem conjuntamente as iniciativas digitais em suas próprias áreas de negócios. Para que os líderes empresariais dediquem seu tempo e o de suas equipes, assim como seus recursos à entrega digital, eles precisam primeiro enxergar isso como uma responsabilidade compartilhada. Este é o desafio inicial a ser superado. Nem todos os executivos estão igualmente preparados para liderar uma equipe de entrega digital. Portanto, é necessário ser criativo ao prepará-los para assumir esse papel.

2) Entrega conjunta com equipes de fusão: Para cultivar a responsabilidade compartilhada, os CIOs ‘franqueadores’ devem desenvolver confiança e transparência com pares (CxOs) e equipes de negócios. A confiança é conquistada por meio de um envolvimento deliberado e autêntico. Para ser eficaz, a criação de equipes de fusão, compostas por membros de times de TI e de negócios, promove esse envolvimento e simplifica o processo de obtenção de acesso às ferramentas e plataformas tecnológicas necessárias. Uma das maneiras mais impactantes de aproveitar essa oportunidade é projetar plataformas tecnológicas compartilhadas e combináveis que forneçam aos técnicos, tanto dentro quanto fora da TI, tudo o que eles precisam para desenvolver capacidades digitais.

3) Governança conjunta para minimizar riscos: Para uma gestão eficaz de conformidade e risco em modelos de franquia, é essencial dimensionar a governança. Os CIOs devem colaborar com seus pares para adotar uma abordagem de orquestração, diminuindo os riscos associados à entrega digital na franquia, mantendo seus benefícios.

As Comunidades de Prática (CoPs) são uma ferramenta poderosa para evitar a fragmentação e falta de padronização dentro do modelo de franquia, além de serem importantes mecanismos de feedback para aprimorar políticas e padrões de governança. Recomenda-se trabalhar com líderes de negócios para recrutar técnicos com motivação, experiência e conhecimento especializados. Adaptar a abordagem de envolvimento de TI é fundamental para aconselhar práticas de desenvolvimento seguras. Cada CoP deve ter seu líder para ajudar na conexão entre diferentes comunidades e para ajudar a definir treinamento, orientação e suporte. Ainda, é importante colaborar com os CxOs na definição de métricas comuns entre as comunidades, visando medir o envolvimento, e não apenas os resultados.

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