Sob pressão após descoberta de fraudes contábeis, CEO da Toshiba renuncia ao cargo

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A pressão feita pela Toshiba para que o CEO Hisao Tanaka e vários outros executivos pedissem demissão devido a descoberta de fraudes contábeis deu resultado. Nesta terça-feira, 21 um dia depois do início de investigações por um comitê independente contratado para apurar as práticas fiscais irregulares que inflaram o lucro da empresa em mais de US$ 1 bilhão, Tanaka renunciou ao cargo.

Com a saída do executivo, a Toshiba anunciou uma reorganização abrangente na estrutura corporativa, em que oito dos 16 membros do Conselho de Administração estão deixando seus cargos. Isso inclui, além de Tanaka, que estava no cargo desde 2013, seu antecessor, Norio Sasaki, que ocupava a posição de vice-presidente.

Sasaki também se demitiu do comitê que aconselha o primeiro-ministro Shinzo Abe sobre a política econômica. O governo do primeiro-ministro tem pressionado por uma maior transparência em empresas japonesas para atrair mais investimento estrangeiro.

Além Tanaka e Sasaki, Atsutoshi Nishida, presidente-executivo de 2005 até 2009 e que atuava para a Toshiba como consultor pago, está deixando o cargo.

Em comunicado, a Toshiba disse o presidente do Conselho, Masashi Muromachi, assumirá a presidência-executivo interinamente, e que mais mudanças serão anunciadas até o fim deste mês.

Em um relatório de 300 páginas, publicado nesta terça-feira, o comitê independente disse que os três mais recentes presidentes-executivos desempenharam papéis ativos em inflar o lucro operacional da Toshiba em 151,8 bilhões de ienes (o correspondente a US$ 1,22 bilhão) desde 2008.

O comitê, que é liderado por um ex-promotor de Justiça, disse os executivos promoveram intensa pressão sobre as unidades de negócios da empresa, que produz desde semicondutores para computadores pessoais até reatores nucleares, para atingir metas de lucro irrealistas. Tais desafios, prossegue o relatório, eram lançados pouco antes do final de um exercício trimestral ou anual, incentivando chefes de divisão para fraudar os livros contábeis.

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