Vivo vai gerar 80% da energia que consome

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Como parte de sua política de adotar as melhores práticas no uso de energia renovável, compromisso público assumido em 2017 ao aderir à "RE100" – iniciativa global de estímulo à transição para o uso de fontes limpas -, a Vivo anuncia que passará a produzir sua própria energia. Por meio do modelo de geração distribuída, a empresa utilizará fontes renováveis de origem solar (61%), hídrica (30%) e de biogás (9%). A iniciativa abrange todas as regiões do País, com usinas operando em 23 estados além do Distrito Federal.

O projeto responderá por mais de 80% do consumo da Vivo em baixa tensão, atendendo mais de 28 mil unidades da empresa, como lojas, torres, antenas, equipamentos de telecomunicações e escritórios. Além de contribuir com o meio ambiente por ser renovável e de baixo impacto, a medida deve gerar à Vivo uma economia anual importante nos gastos com energia.

O modelo teve início em 2018 no estado de Minas Gerais, área de concessão da CEMIG, com o abastecimento das mais de 3 mil estações rádio base da empresa. O projeto, em parceria com a Hy Brazil, contempla um conjunto de usinas de fonte hídrica com capacidade de 22,4 MW. Nesta segunda fase, o modelo está sendo expandido oficialmente para todo o País. Duas usinas já estão em operação: no município de Aripuanã, no Mato Grosso, e na cidade de Campinas, no estado de São Paulo.

No Mato Grosso, área de concessão da Energisa MT, a usina em parceria com a empresa Centrais Elétricas Salto dos Dardanelos iniciou sua operação em março deste ano, com capacidade de 3,5 MW, produzida a partir de fonte hídrica. A usina de Campinas, de fonte solar e instalada em uma área de 80 mil m², em parceria com a TMW Energy, iniciou operação em junho, com capacidade de 4,77MW na área de concessão da CPFL Paulista.

O cronograma de expansão segue nos próximos meses. Os investimentos são realizados pelas empresas contratadas, com a contrapartida de uma parceria de longo prazo com a Vivo, de até 20 anos. Com todas as usinas operando, a Vivo produzirá cerca de 670 mil MWh/ano de energia, o suficiente para abastecer todo o consumo de uma cidade de até 300 mil habitantes.

Impactos socioeconômico e ambientais

O projeto, até por sua magnitude, tem potencial de impactar ou até mesmo modificar o cenário econômico de uma região. Cada usina terá sua operação e gestão, mas a Vivo estima a criação de dezenas de empregos diretos e indiretos durante as fases de construção e operação, a exemplo das operações já iniciadas em Minas Gerais, Mato Grosso e São Paulo.

Um levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostra que para cada R$ 1 investido em sistemas fotovoltaicos de pequeno e médio portes usados para abastecer residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, o setor devolve mais de R$ 3 em ganhos elétricos, econômicos, sociais e ambientais aos brasileiros.

Energia 100% Renovável

A Vivo tornou seu consumo totalmente renovável a partir de novembro de 2018, quando migrou de um cenário com consumo de 26% de energia proveniente de fontes renováveis – obtidas tanto no mercado livre como em geração distribuída – para 100%, por meio da aquisição de certificados de energia, os I-RECs (International Renewable Energy Certificates) de fonte eólica para o restante do consumo de energia elétrica. Em 2019, a energia proveniente de fontes renováveis permitiu à Vivo reduzir 50% de suas emissões diretas e indiretas de CO2 e viabilizou à empresa neutralizar suas emissões dos gases causadores do efeito estufa. Com a expansão da Geração Distribuída, a Vivo tem expectativa de reduzir a aquisição de certificados nos próximos anos.

Eficiência e redução no consumo

Os objetivos da Vivo no campo energético contemplam também metas para aumento da eficiência e redução no consumo, que possibilitaram à empresa uma economia de cerca de 7% no uso de energia em 2019. Entre as medidas está o investimento na modernização da rede, com a implantação de tecnologia avançada, desligue de equipamentos obsoletos e substituição de equipamentos por ativos mais modernos, com maior capacidade de informação e igual ou menor consumo. No último ano, as inciativas da Vivo no campo da eficiência energética compensaram 120 GWh – energia suficiente para abastecer mais de 57 mil residências populares.

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