41% das empresas na América Latina esperam que um quarto de suas receitas sejam digitais em 2022, diz especialista

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A Progress apresentou o "Progress Innovation Tour", que reuniu especialistas para debater o panorama atual e projetar os próximos passos da transformação digital no Brasil e na região. O encontro virtual recebeu Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria para nuvem e software da IDC para América Latina, que falou sobre o papel da inovação em um ambiente econômico complexo, avaliando a evolução das prioridades nos negócios.

O analista destacou que a pandemia de Covid-19 mexeu com o ambiente econômico e impulsionou a transformação digital em três momentos: primeiramente, pela necessidade de manter a continuidade dos negócios; em um segundo momento, para garantir a otimização dos custos; e, mais recentemente, para enfrentar o período de recessão e estimular a resiliência.

"A crise instaurada pela pandemia foi um catalisador para o setor de tecnologia. Agora, as empresas buscam maneiras de estarem preparadas para o futuro, e aquelas que saíram na frente em relação à transformação digital estão mais preparadas para superar os novos desafios", comenta Delai.

Entre os insights apresentados durante sua palestra, o executivo pontuou que 68% das companhias no Brasil e na América Latina implementaram e vão manter modelos de trabalho remoto parcialmente ou em sua totalidade. Outras mudanças permanentes nos hábitos de consumo indicam que houve redução de 30% nas refeições feitas fora de casa em relação ao período pré-pandemia, 70% da população latino-americana prefere assistir uma estreia em casa, 74% quer ter reservas flexíveis de viagem, e, no Brasil, 70% dos clientes continuará comprando online.

"Com essas transformações, existe uma preocupação mais latente das companhias com a experiência do cliente em todo o ecossistema de negócios. Isso envolve a criação de novas estratégias de segurança e relacionamento voltadas ao universo digital", explica o analista. De acordo com a IDC, 41% das empresas na América Latina esperam que um quarto de suas receitas sejam digitais em 2022 – como reflexo, o uso de inteligência artificial já apresenta crescimento de 22,3% em 2021, e o uso de IoT no setor de varejo cresceu 25,8%.

Como desafios para este novo momento, Pietro pontuou que a segurança continua sendo umas das principais preocupações dos executivos. Entre eles, 32% não têm claro como a computação em nuvem afeta sua estratégia de segurança. Ao mesmo tempo, a nuvem também aparece como oportunidade para melhorar a segurança e, como consequência, um terço dos investimentos em segurança serão orientados à nuvem em 2024.

"TI é o negócio! E os executivos já entendem que as estratégias de negócio devem contemplar o uso de computação em nuvem e de sistemas de segurança. No Brasil, a LGPD e o crescimento dos ciberataques têm influenciado a tomada de decisões em direção a ambientes mais seguros. Sem dúvida, melhorar a CX e garantir a satisfação dos consumidores é o maior impulsionador para mudanças futuras", acrescenta Delai.

No decorrer da programação do Progress Innovation Tour, outras apresentações reforçaram que as experiências digitais e o engajamento tornaram-se temas centrais para o sucesso corporativo, incluindo integridade e segurança de dados. A Progress também destacou que segue evoluindo suas ofertas, entre elas a tecnologia OpenEdge, para que as empresas possam atender às demandas de desempenho de aplicativos, disponibilidade, segurança e gerenciamento de dados. Além disso, a companhia também aprimora os recursos de monitoramento integrado da infraestrutura de TI e das aplicações para garantir ambientes mais protegidos.

"A evolução faz parte das estratégias da Progress. Em nossas ofertas, já existem componentes de criptografia para banco de dados OpenEdge, por exemplo, que impedem que hackers tenham acesso à informação mesmo em caso de invasão ao sistema operacional. Há também soluções de monitoramento que alertam quando algo diferente acontece na rede, identificando aumento do uso da capacidade de processamento ou de memória das máquinas, alteração indevida nas configurações dos dispositivos de rede, e até mesmo comunicação dos sistemas com a Dark Web em caso de ataques maliciosos. Com isso, temos ajudado muitas companhias a saírem na frente e se manterem competitivas no ambiente digital", finaliza Francisco Larez, Vice-Presidente da Progress para América Latina.

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