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IT Day debate sobre inovação disruptiva e A Nova TI

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Bira Padilha
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Post content – Aconteceu nesta última quinta-feira, 19/05, a 4ª edição do IT Day, evento promovido pela IT Lean, que reuniu mais de 200 profissionais e executivos de TI de grandes empresas, com objetivo de debater assuntos sobre “A Nova TI”, inovação disruptiva, tendências de mercado e novos modelos de negócios.

Bira Padilha CEO e fundador da IT Lean, explica que o “evento reúne toda a comunidade de TI em um único local, para apresentar muito conteúdo, networking, diversão e pouco jabá”, e acrescenta que os temas das apresentações foram definidos através de uma pesquisa prévia com os CIOs.

Disse que com o sucesso desse evento, uma nova edição já foi marcada para o dia 10 de novembro, no espaço Casa Petra, em São Paulo, que reunirá mais de 400 participantes, com apresentação de duas trilhas de conteúdo, uma com foco em negócios e outra em tecnologia.

Para o executivo, o evento mostra que em  “A Nova TI ” a velocidade é tão importante quanto a adaptabilidade, ou seja, precisamos ser ágeis e sensíveis simultaneamente . Temos que compreender o que o negócio está precisando, e ao mesmo tempo identificar os caminhos possíveis para sabermos tomar as escolhas de melhor resultado”.

“Soluções como BlockChain, Chatbot, SuperApps, formação de times ágeis, são fundamentais para que as empresas consigam ter melhores resultados, seja na redução de custos ou melhoria do engajamento através de plataformas integradas durante toda a jornada do cliente”, ressalta Padilha.

Gil Giardelli

O professor Gil Giardelli, um dos maiores difusores de inovação e tecnologia do país, falou sobre a WEB 3 e o fenômeno dos NFTs, mostrando novos modelos de negócios propiciados pela chamada nova economia, como por exemplo, a factoring to consumer, pelo qual se elimina a intermediação de agentes de vendas.

“A marca global de moda Shein, oferece uma coleção de moda tendo como base comentários de usuários do Tik Tok e Instagram. A fabricação acontece em tempo real e o cliente recebe a encomenda em casa, enviada pela fábrica mais perto da residência do consumidor. Para o Brasil, o fabricante hoje embarca dois cargueiros que chegam no aeroporto de Guarulhos e Campinas todas as semanas”, exemplificou Giardelli. “A Visa fez uma avaliação que a classe média como conhecemos hoje não vai mais existir. Que o digital commerce do futuro será feito por criativos que estão entrando nesse conceito de novo e-commerce, que nem vai chamar e-commerce. Com isso, ela lança um projeto global de empreendedorismo digital”.

Sobre o explosivo mercado de NFTs (token não fungíveis), disse que o primeiro NFT leiloado pela Casa Christie arrecadou US$ 69 milhões com o NFT intitulado “Humano”, do artista chamado Beeple. O Open Sea que criou o NFT dos “macaquinhos emburrados” já movimentou um bilhão de dólares. “Existe uma bolha que vai ter de ser revista”, diz o professor.

Bruno Pina, vice-presidente de Growth e Estratégia da The Bridget Social e cofundador do Hackmed, falou sobre as novidades da última edição do SXSW em março passado, um dos maiores eventos de inovação e criatividade que acontece na cidade Austin, EUA, todos os anos, que aborda diversos temas de tecnologia como metaverso, blockchain, NFTs, criptomoedas, VR, AR, MR, XR, computação quântica, cibersegurança, identidade virtuais, entre outros.

Um dos temas que ele considerou relevante foi o uso de gamificação apresentado pela vice-presidente da XBox, Sarah Bond, para uso de games no tratamento de crianças com déficit de atenção e recuperação de pessoas com transtornos mentais. “Ou seja, encarar o jogo não como um problema, mas como um aliado da saúde mental”.

Para Pina, estamos num momento de “otimismo”, onde a tecnologia pode resolver as coisas de outra maneira. Em relação ao metaverso, alertou que apesar da WEB 3 ter abundantes recursos, é preciso alertar aqueles que estão indo para Web 3 Nativa sobre a questão dos custos da gestão de infraestrutura e recursos, pois apesar de ter muitas coisas free, pode levar uma empresa à falência se não for bem planejado. “Hoje ainda estamos numa fase do que pode ser chamado de WEB 2.5, onde as empresas estão fazendo apenas algumas tokenizações”.

Marcelo Carreras

Petrobras

Marcelo Carreras, CIO da Petrobras, falou sobre a jornada de transformação digital e inovação da empresa, conectando as áreas de negócios, dentro de um contexto de uma empresa de engenharia, onde da área de TIC suporta 70 mil usuários no mundo todo.

Para ele, não adianta investir em tecnologia se não há uma mudança de mindset da organização, onde é preciso juntar esforços de competências diferentes para se ter uma unificação. “Um propósito maior da companhia, onde as áreas de tecnologia e transformação tivessem como objetivo impulsionar a Petrobras para o futuro, com colaboração, inovação, tecnologia e agilidade”.

Para isso, criou um motor de inovação para gerar valor, trabalhando vários aspectos, como o Be Digital, que promove a gestão de mudança, transformação cultura, novos modos de trabalho, experiência do usuário; o Go Digital, que define as plataformas tecnológicas, infraestrutura e arquitetura de TI, cloud fisrt; Go Lean, que trata de serviços compartilhados, automatização robótica de processos, digitalização e automação de processos. Também inclui a proteção, com resiliência cibernética, segurança by design, conhecimento de segurança e por fim, inovar para gerar valor, acelerando a implementação, gestão de portfólio, conexão com ecossistema, novos canais de receitas e desafios dos negócios. “A gente criou um motor de inovação com esses 5 objetivos para que eles possam funcionar em conjunto”, explicou Carreras.

Para colocar esse motor de inovação em funcionamento, a Petrobras conta com mais de 750 equipes de pesquisa e inovação; 400 times de desenvolvimento ágeis trabalhando com Save para criar produtos digitais integrados aos negócios; 20 equipes suportadas por intra empreendedorismo (mindset de startups); 20 equipes focadas na geração de valor em segurança e saúde operacional; 14 times de negócio focados em Ciências de Dados e soluções de Inteligência Artificial.

“Os times de desenvolvimento ágil trabalham com o conceito do Save, com o modelo do value stream por negócios, com participação de product manager, product owner, business owner. Já temos 10 value stream rodando e mais 10 entrando em produção. E o interessante é que, uma vez que a organização enxergou valor desse modelo operacional, a gente conseguiu escalar de forma impressionante. E hoje existe briga entre os departamentos para ver quem vai ter o value stream primeiro que a outra área, pois só temos capacidade de implantar com 4 value stream simultâneas”, disse Carreras. A previsão é de crescimento das equipes ágeis é que elas saltem de 400 atuais para mil entre 2023 a 2025.

A Petrobras conta ainda com uma série de centros de excelência, com foco em inteligência artificial e analytics, que trabalha com dados e ciência de dados; robotização e digitalização de processos focados em eficiência operacional; computação de alto desempenho; computação em nuvem criado em parceria com AWS e Microsoft; e o mais recente, centro de Internet Industrial das Coisas (IIoT) que com o aumento da conectividade vai permitir levar mais informações para as pontas.

Para sustentação da Inovação, a empresa reúne 116 laboratórios do Cenpes, mais de 800 aplicações de negócios mantidas que movimentam 1,4 terabytes todos os dias; e os dois maiores supercomputadores da América Latina com capacidade de 55 petaflops para geofísica e geoprocessamento.

Também estão implantando uma nova rede óptica com 2.000 km de cabos submarinos para suportar as operações do pré-sal até final de 2023 começo de 2024, para colocar mais conectividade nas plataformas de maior produção para fazer operação remota à distância. Tem ainda um projeto de uma rede LTE 5 G em implantação com a Vivo, que deve estar habilitada até meio do ano, conectando armazéns, portos e plataformas, para habilitar os projetos de transformação digital.

Carreras informou ainda que dia 22 de agosto, deve acontecer o go live final da migração do SAP for Hana, a maior do mundo, 100% remota, com 400 pessoas trabalhando remotos no período da pandemia.

Cybersegurança

O IT Day organizou um painel sobre cybersegurança, com a participação de Luiza Sarno, executiva de Tecnologia e Digital, conselheira e advisor;  Queit Zunino, diretora de TI da Craft e Ailton Brandão, diretor de Tecnologia da informação e Inovação do Hospital Sírio-Libanês que, compartilharam suas experiências e recomendações após sofrerem ataques cibernéticos.

Segundo eles, é um momento de muitos questionamentos, onde se precisa ter uma grande liderança, pois até a vida do profissional de segurança fica abalada nesse período.

Consideram que é imprescindível que se tenha um plano de gestão de crise para se estabelecer uma comunicação com todas as áreas da organização e um plano de contingência para até se definir quais os sistemas devem ser reativados primeiro, depois da recuperação dos ataques.

É importante ainda revisar todos os procedimentos, contar com sistemas de backup de qualidade, instalar firewalls e antivírus de última geração.

Por fim, deve-se rever o nível da política de segurança, com aumento do orçamento para o setor e melhorar o relacionamento e conscientização das organizações como um todo.

Metaverso

Um dos temas que despertaram interesse da audiência, foi painel sobre metaverso, com a participação de Marcela Miranda, empresária e CEO de uma venture builder que investe em startups de games; Fernanda Toscano, head de TI da Veloe e Edson Akiyama, head de Transformação Digital da Basf e Flávio Machado, CEO da Pixit, apresentaram um painel sobre as experiências que suas organizações estão desenvolvendo com metaverso.

Akiyama disse que tudo começa com a transformação cultural. Para ele, metaverso não é só sobre entretenimento, tem muito a ver com negócios e novas áreas que você pode explorar, até algumas que nem foram descobertas. “A questão é como vai se  monetizar, como vai entreter, como vender, como gerar produtividade, como gerar serviços em cima disso, esses são os grandes desafios. Por trás de tudo, é como monetizar tudo isso. Tem inúmeras coisas que podemos fazer. O que o futuro nos espera ainda não podemos imaginar. Dentro do metaverso existe um conceito de internet dos sentidos, uma novidade que vem aí com a chegada do 5G, que vai ser uma experiência muito mais imersiva dentro do próprio metaverso”.

A head de TI da Veloe diz que o metaverso já está aí, disfarçado em nossa casa há bastante tempo com os games. Nossos filhos estão jogando há muito tempo, numa imersão grande no metaverso que nós não percebemos”.

A Veloe segue dois caminhos: Um é uma squad dentro de uma iniciativa de “Garage”, onde se trata do tema de inovação; e outra para gerar cultura da organização. Para ela, às vezes alguns dizem que o metaverso assusta, mas quanto mais você estuda o assunto vai constatar que a tecnologia é mais fácil, mais simples e mais barata. Na Veloe, ela está fazendo um esforço para gerar conhecimento. “Hoje fizemos uma primeira reunião de toda equipe de TI dentro do metaverso, umas 400 pessoas, onde houve uma interação nunca vista”.

Fernanda diz que uma forma de começar, de provar o ROI imediato, é o uso do home office. A questão de voltar ou não a trabalhar full home office é ainda polêmica. Com o metaverso você pode ter a sensação como se pessoa estivesse presencial. ”No Teams você não consegue essa interação. É como se você estivesse no escritório sem estar no escritório”, explicou.

Jornada do Cliente

Sergio Hart sobe novamente ao palco juntamente com, Lindolfo Reinert, diretor de TI no Carrefour Brasil; Carlos Bedene, head of IT Digitalization SAM – Volkswagen do Brasil e Bruno Faustino, VP da Rimini Streeet, discutiram o tema “IA, dados e jornada do cliente”, onde ressaltaram a importância de cada vez mais criar um canal direto com clientes de acordo com objetivos bem definidos.

Segundo Reinert, é preciso conhecer os perfis, os clusters e tipo de consumidor, mas às vezes a informação está na ausência de dados. “Por exemplo, numa compra de mês no Carrefour, se o cliente não compra papel higiênico é porque compra em outro lugar”, explicou.

Lean Inception e Ágil Escalado

Sergio Hart, CEO da Cena Digital; Diego Aristides, superintendente de Transformação Digital, Inovação e Business Agility no Hospital Sírio Libanês e Renan Baptista, gerente de Sistemas e Fábrica de Software na Demarest Advogados, discutiram o tema Ágil Escalado e Lean Inception, sobre como essas metodologias podem ajudar em negócios distintos, como empresa de saúde e escritório de advocacia, saúde e legal, visando a transformação digital.

Diego explicou que “o hospital identificou uma necessidade complexa, o ciclo da receita, onde havia 14 áreas envolvidas, um processo de backoffice hospitalar, onde precisávamos entregar a informação mais rápida ao cliente. Para isso, nossa proposta foi criar um Lean Inception, com a participação de cerca de 50 pessoas, médicos, administrativos, enfermeiras, profissionais de saúde, que se reuniram em uma sala, durante semanas, de onde saiu um desenho de um MVP. Isso gerou a necessidade de criação de 6  squads, formando uma tribo conectada em Ágil Escalado”.

Para Renan, dentro da TI, “o desafio era aumentar a eficiência do advogado e dos projetos que se entrega, com características que fossem úteis para o advogado, o que não estava acontecendo. Então, resolveu usar o Lean Inception, Design Thinking, para desenvolver novos produtos, novas soluções, novos projetos, com squads internas e de parceiros, para escalar os processos e entregar aquilo que os advogados queriam”. 

Marcelo Tas

Blockchain

No painel de encerramento, apresentado pelo jornalista, educador, comentarista, apresentador, diretor, escritor e roteirista Marcelo Tas, o tema foi “Blockchain na prática”, cujo objetivo foi desmitificar a complexidade da adoção de blockchain para os negócios.

Participaram Rodrigo Gonçalves, CIO da UISA, usina que produz açúcar e etanol no Mato Grosso; e Cristiane Tarricone, do Instituto Colaborativo de Blockchain (iCcoLab) , que consideraram a tecnologia como a melhor solução para dar transparência aos produtos e garantir a procedência através de um certificado que pode ser acessado pelo consumidor.

No caso da UISA ela gerou um novo negócio, que foi a venda de certificados de crédito de carbono na Bolsa B3, o Cbios. Hoje ela comercializa 11 mil Cbios, a preço de 11 reais cada, uma receita adicional ao negócio da Usina, que com o blockchain automatizou todo processo interno, que agora está rodando na nuvem Google Cloud, num projeto em parceria com a IT Lean.

Gonçalves também anunciou um novo negócio, que é a venda de açúcar demerara, considerado mais saudável, que será vendido ao consumidor com a marca Itamarati em saquinhos plásticos com um QR Code, que contém informações sobre o local de produção daquele açúcar.

Para Cristina Tarricone, outra característica relevante do blockchain e sua capacidade de desintermediação dos negócios, acrescentado que hoje das 4 mil startups que trabalham com blockchain, mil estão na China e 187 no Brasil, metade trabalhando com aplicações financeiras, 12% de cibersegurança,

O IT Day pode ser assistido na íntegra no You Tube:

 

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