CEO da Oracle nega em tribunal intenção de prejudicar negócio de servidor da HP

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O presidente-executivo da Oracle, Larry Ellison, disse ao júri do Tribunal Superior da Califórnia, em San Jose, na quarta-feira, 22, que não estava tentando jogar uma bomba para destruir o capital da HP, quando a empresa anunciou em 2010 que iria deixar de desenvolver novas versões de seu banco de dados para sistemas baseados no chip Itanium, da Intel, para servidores. A HP está pedindo US$ 3 bilhões por danos, alegando que a decisão da fabricante de software de encerrar o suporte ao chip prejudicou suas vendas de servidores.

Ellison negou ter agido de má fé com a HP quando emitiu um comunicado à impresa, às vésperas da assembleia de acionistas da companhia, anunciando que a Oracle não mais apoiaria o Itanium. "Não é verdade. Foi uma decisão de negócio parar de investir no Itanium, porque a fabricante do chip, a Intel, tinha parado de investir nele", afirmou.

O julgamento, que já está em sua quarta semana, é a continuação de uma batalha judicial que teve início há quatro anos no mesmo tribunal de San Jose, Califórnia. Em 2012, um juiz determinou que a Oracle estava contratualmente obrigada a continuar a desenvolver seu software para o Itanium. Mas a Oracle recorreu e o júri agora irá decidir se a empresa cumpriu ou não o acordo.

A HP afirma que depois que a Oracle abandonou o suporte de seu banco de dados para sistemas baseados no chip Itanium, como era o caso dos seus servidores, o produto fracassou.

A Oracle argumenta que fabricantes chip, incluindo a própria Intel e a IBM, tinham desenvolvido produtos de qualidade superior ao Itanium e que, portanto, não havia sentido continuar a apoiá-lo. "Mesmo que a HP tivesse o software Oracle, o fato é que a Intel estava saindo do Itanium", disse a porta-voz da Oracle, Deborah Hellinger, em um e-mail à Bloomberg. "Agora ela está pedindo US$ 3 bilhões por causa de um comunicado de imprensa que disse a verdade. Mas nenhuma tecnologia morre por causa de um comunicado de imprensa, ela morre porque uma tecnologia melhor a deixa para trás."

A HP refuta essas alegações. "Os registros do julgamento, incluindo as declarações sob juramento de executivos da Intel, mostram claramente que o Itanium não estava nem perto do fim de sua vida. Na verdade, ele teve uma longa vida pela frente e vários aperfeiçoamentos estavam sendo feitos para torná-lo melhor", disse Mark Ferguson, um dos advogados da HP.

Antes de Larry Ellison, o júri ouviu o coCEO da Oracle Co, Mark Hurd, cuja saída da HP ajudou a acirrar os ânimos entre as duas empresas. Hurd que foi CEO da HP por mais de cinco anos, até agosto de 2010, foi contratado pela Oracle logo após sua expulsão por o conselho da HP no final de 2010. Na época, a HP processou a Oracle, alegando que Hurd detinha informações privilegiadas. As empresas chegaram a um acordo várias semanas mais tarde.

O advogado da HP questionou Hurd sobre seu papel na decisão da Oracle de encerrar o suporte ao Itanium depois de sua chegada. Quando perguntado o que ele compartilhou com o Oracle após a sua saída da HP, ele respondeu: "Nada".

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