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Remessas de PCs na América Latina caem para menos de 5 milhões de unidades no segundo trimestre

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As remessas globais de PCs totalizaram 64,3 milhões de unidades no segundo trimestre deste ano, o que representa uma queda de 5,2% em relação a igual período de 2015, de acordo com resultados preliminares divulgados pelo Gartner, nesta terça-feira, 23. Este foi o sétimo trimestre consecutivo de queda nas remessas de computadores, porém, analistas do instituto de pesquisas afirmam que o mercado mostra alguns sinais de melhora.

Todas as regiões, exceto a América do Norte, registraram queda na remessa de PCs. A América Latina ainda apresentou resultados fracos devido à instabilidade política e econômica. A remessa de PCs na região deve cair para menos de 5 milhões de unidades no segundo trimestre, o que é um declínio de mais de 20% em relação ao mesmo período de 2015. Este resultado deve ser um dos mais baixos na história do mercado de PCs na América Latina.

“Um dos problemas atuais no mercado de PCs tem sido o aumento dos preços em algumas regiões devido ao enfraquecimento da moeda local frente ao dólar americano. O preço impactou as regiões da chamada EMEA [que engloba Europa, África e Oriente Médio] e da América Latina no ano passado. No entanto, a queda na remessa de PCs foi pequena no segundo trimestre se comparado aos trimestres anteriores, o que sugere uma diminuição no impacto da moeda”, afirma Mikako Kitagawa, analista do Gartner.

A Lenovo manteve a primeira posição no mundo em remessas de PCs no segundo trimestre, apesar de uma queda de 2,2% nas unidades em relação ao mesmo período do ano anterior (ver tabela abaixo). Esse foi o quinto trimestre consecutivo de quedas na remessa global de PCs para a Lenovo. A empresa experimentou um crescimento de dois dígitos no mercado de PCs portáteis nos Estados Unidos. Na região da Ásia/Pacífico, as remessas da Lenovo caíram, mas a queda foi menor do que a média geral da região.

TabelaPCs

A HP Inc. voltou a crescer no período de abril e junho após quatro trimestres consecutivos de queda nas remessas. A empresa solucionou seu acúmulo de estoque, o que desacelerou suas remessas de venda. A HP Inc. obteve bons resultados na região da EMEA para manter a posição principal, mas não foi capaz de superar a Dell nos Estados Unidos.

A Dell cresceu mais rápido que a média do mercado em todas as regiões no segundo trimestre de 2016. A companhia obteve bons resultados especialmente nos mercados dos Estados Unidos, América Latina e Japão. As remessas de PCs portáteis cresceram em todas as regiões, exceto na EMEA, enquanto as remessas de desktop PCs caíram na maioria das regiões.

A Asus, a Apple e a Acer estavam batalhando pela quarta posição nas remessas de PCs do mundo no segundo trimestre, quando os resultados preliminares foram finalizados.

Nos Estados Unidos, as remessas de PCs totalizaram 15,2 milhões de unidades no segundo trimestre deste ano, uma alta de 1,4% em relação a igual período de 2015. O setor de PCs do país vivenciou cinco trimestres consecutivos de quedas, porém, os analistas afirmam que ainda há oportunidades e desafios no mercado americano de PCs.

“Enquanto fornecedores e canais geralmente possuem expectativas mais otimistas em relação às vendas de PCs se comparadas ao passado, ainda há chance de ter um aumento potencial de inventário. Isso dependerá de como a demanda do mercado de PCs crescerá na segunda metade deste ano para os segmentos corporativo e de consumidores finais. O segundo e o terceiro trimestres são normalmente os momentos de compras de PCs nos setores públicos americanos. Resultados positivos no segundo trimestre podem sugerir atividades saudáveis de vendas de PCs nesses setores. Há uma oportunidade de atualização para o Windows 10 entre as empresas, que esperamos ver mais entre o final de 2016 e o início de 2017”, afirma Kitagawa.

As remessas de PCs na Ásia/Pacífico totalizaram 22,7 milhões de unidades no segundo trimestre de 2016, uma queda de 6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com uma economia estagnada na região, há uma pressão nos gastos não essenciais e a prioridade de compra é por smartphones em relação aos PCs. Houve eleições na Austrália, nas Filipinas e na Coreia do Sul, o que criou uma pausa nos gastos com TI no setor governamental. As remessas de PCs na China diminuíram 6,4% no segundo trimestre de 2016. A confiança nos negócios é fraca no país, o que afeta os padrões de compra dos consumidores.

As remessas de PCs na EMEA totalizaram 17,8 milhões de unidades no segundo trimestre de 2016, uma queda de 4,3% em relação ao mesmo período em 2015.

“As quedas nas vendas de PCs diminuíram para um dígito na EMEA devido ao fim da depreciação do euro frente ao dólar americano e ao aumento do preço relacionado em euros. O Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) não teve nenhum impacto no segundo trimestre além do enfraquecimento constante da libra desde o anúncio do referendo em 2015. Após o Brexit, a libra esterlina desvalorizou ainda mais frente ao dólar e isso desencadeará um aumento nos preços, que provavelmente causará uma pressão para baixo nas vendas do quarto trimestre no Reino Unido”, afirma Isabelle Durand, analista de pesquisa do Gartner.

“Continuaremos cuidadosos em 2016. A maioria das empresas estará focada em sobreviver aos desafios pelos próximos 12 meses. O principal ponto do mercado pode ser  o aumento na média dos preços de venda, com boa comercialização de PCs com tecnologia de ponta para jogos e laptops híbridos alimentando essa mudança”, completa Durand.

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