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IoT promete ser o alicerce para desenvolvimento de vários setores da economia

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Teve início nesta quarta-feira, 24, a quinta edição do IoT Business Forum 2021, com um painel com a participação de associações dos setores de tecnologia, representante do governo federal e NDS, que trouxeram insights relevantes para o futuro dos negócios e desenvolvimento tecnológico de internet das coisas e indústria 4.0. O evento prossegue até amanhã, dia 25.

José Gontijo, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital – DECTI do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, abriu o painel falando sobre a importância do amadurecimento da IoT no Brasil e seu aprofundamento nos vários setores da economia.

“O MCTI já firmou acordos de cooperação técnica para implementação do IoT em 4 áreas inicialmente, como previa o Plano Nacional de IoT, que são a agricultura, cidades inteligentes, indústria e saúde e neste sentido estamos prontos para o engajamento do setor privado e da academia para viabilização de projetos que envolvam a tecnologia e ter o nosso apoio para o desenvolvimento de soluções que principalmente atinjam o maior número de pessoas nos vários setores da economia”.

O diretor acrescentou, que também a pedido do Ministério da Cidade, foi incluído o setor de turismo, que está num período de grandes dificuldades devido às consequências da pandemia que começou no ano passado.

Segundo Paulo José Spaccaquerche, presidente da Associação Brasileira de Internet das Coisas – ABINC, a promulgação da Lei 14.108, em dezembro passado, trouxe uma nova perspectiva para a tecnologia no Brasil.

“Não é de hoje que falamos sobre IoT, é há muito, esperávamos por esta regulamentação a fim de evoluirmos com a tecnologia no Brasil, ao mesmo tempo que a associação deflagra suas ações  apoiando-se em outros pilares para ampliar este novo cenário de negócios como a pesquisa para implementação de novas soluções de mercado; na discussão com os segmentos entender os desafios emergentes junto às organizações e também na educação para formação de mão de obra qualificada e capaz  junto às escolas e universidades”, lembrou o presidente da ABINC.

Conforme explicou, a ABINC por meio de seus comitês setoriais atua junto aos setores da agricultura, transporte e mobilidade, nos projetos de cidades inteligentes, na educação, no fornecimento de energia e também junto ao setor de finanças. “Tudo isso para que possamos evoluir o mercado nacional. Em cooperação com o BNDES estamos aprimorando o Plano Nacional de IoT nestas quatro áreas iniciais e prevemos um impacto de investimentos a fim de criarmos novas e saudáveis oportunidades de negócios”, disse.

Com a assinatura da Lei, lembra Spaccaquerche, que objetivou a retirada de taxas sobre os serviços de telecomunicação M2M, abriram-se oportunidades de investimentos e financiamentos em território nacional. “Precisamos lembrar que a IoT é o coração da digitalização e a conectividade o coração da IoT”, finalizou o executivo.

Dentro da perspectiva de novos negócios e incentivos ao desenvolvimento tecnológico, Gabriel Ferraz Aidar, gerente de Relacionamento e Fomento a Clientes – Área de Operações e Canais Digitais do BNDES, contou um pouco sobre como o Banco está incentivando este segmento de Fórum mercado.

“Na verdade, estamos disponibilizando financiamentos às empresas que atuam na área de prestação de serviços a indústria 4.0.  Estamos nos debruçando sobre este ecossistema, com a finalidade de entender seus desafios, mas para proporcionar meios que a este novo padrão produtivo, que será sem dúvida o futuro de toda a indústria”, disse.

O novo foco do BNDES é habilitar linhas de crédito para que empresas de prestação de serviços tecnológicos possam ofertar seus serviços aos seus clientes, cujas diretrizes e normas encontram-se no site do BNDES.

“Esperamos com isso ampliar de forma pontual e contínua, aquelas empresas que em última instância buscam modernizar e melhorar seus produtos e processos, sejam elas micro ou pequenas empresas até as grandes companhias, por meio de crédito indireto a fim de estimular o sistema 4.0”, afirmou o gerente do BNDES.

Claudio Goldbach, diretor da ABII – Associação Brasileira de Internet Industrial e CEO da PERFIL Group mostrou em sua apresentação o que o IIoT – Internet das Coisas Industriais vai além da troca de dados entre sensores e da própria manufatura já que o conceito envolve outras tecnologias habilitadoras do partilhamento de dados.

“Estamos falando sobre a conexão de tudo, desde a geração de energia de forma focada até o compartilhamento de dados importantes para tomada de decisões de negócios”, salientou.

Segundo Goldbach, o combinado de várias tecnologias como Big Data, BI, IA entre outras, habilitam novos modelos de negócios em benefício das pessoas e do próprio planeta, que são o alvo e foco de todo o desenvolvimento.  “Mais que o Agronegócio, a Saúde ou a Indústria, a missão da nossa associação é promover o crescimento da IIoT no Brasil, acelerando o futuro, a indústria 4.0.”

Na visão mais ampla, como salientou o presidente da ABII, o uso do conjunto de tecnologias e seus meios devem sempre transformar a vida das pessoas, melhorar a qualidade de vida e também na preservação das forças naturais ao nosso redor, mas há de se implementar a jornada digital de vários setores, o que não é simples e nem rápido, mas traz no seu bojo melhorias significativas.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, trouxe a discussão, a visão de que qualquer inovação tecnológica deve sempre trazer benefícios à sociedade para assegurar um ambiente de negócios ético, sustentável, dinâmico e competitivo.

“A IoT tem um conceito simples e complexo ao mesmo tempo. A interface entre o mundo virtual e o mundo físico, mas sem o fator humano a ser beneficiado não há reais benefícios”, assegura o presidente da ABES. “Segundo dados do IDC, a IoT está sendo cada vez mais vista como uma tecnologia capacitadora para inteligência artificial e automação de processos e havia para 2020, uma previsão antes da pandemia, que 90% das organizações teriam indicadores-chave de desempenho determinados para medir o sucesso de seus projetos de IoT”.

Conforme salientou, estes mesmos estudos indicam que até 2023, 70% das empresas executarão níveis variáveis de processamento de dados no IoT Edge, sendo que as organizações gastarão mais de US$ 16 bilhões em infraestrutura IoT Edge nesse período. Além disso, ele trouxe também a informação de que, neste mesmo período, 20% dos incidentes de segurança cibernética serão decorrentes de implantação de dispositivos IoT em cidade inteligente, forçando aumentos de dois dígitos no mercado de software de segurança cibernética e orçamentos de treinamento de equipe.

“Baseado nesta pesquisa a ABES, também pontua que 70% da implantação de IoT incluirá soluções de IA para tomada de decisão autônoma ou de ponta, apoiando as agendas operacionais e estratégicas das organizações. É bom ressaltar que até 2025, haverá 79 zetabytes de dados criados por bilhões de dispositivos IoT, fazendo com que as organizações reavaliem suas políticas de governança, retenção e uso de dados”, mostrou o Fücher.

Além desses números, o executivo da ABES, disponibilizou dados de que 60% dos fabricantes até 2025 usarão plataformas de IoT com plataformas de inovação digital para operar redes de ativos, produtos e processos digitais gêmeos para uma redução de 25% no custo da qualidade.

Ele ressaltou ainda o recente entendimento do STF que software é deve recolher ISS ao invés de ICMS, uma decisão que vai atrair investimentos, inclusive de fundos de investimentos e venture capital do exterior.

“Concluindo, hoje apesar de todos os desafios que a pandemia trouxe à sociedade brasileira, há também a perspectiva do 5G, que viabilizará um grande potencial de negócios. Ao mesmo tempo vimos que o mercado brasileiro em 2019, teve R$ 8 bilhões de negócios realizados na área de tecnologia. Segundo observadores da OCDE, o Brasil é um polo de investimentos e inovação a ser observado, assim que houver um retorno de crescimento. Por isso, a ABES está focando formas de ajudar a este mercado nascente e crescente com um Projeto de Marco Legal para Startups que poderão contribuir no segmento tecnológico de forma decisiva e disruptivamente”, concluiu.

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