Revolução móvel: O que significa o paradigma "Computing Everywhere" para as empresas

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De acordo com a empresa GSMA, as vendas de tablets no Brasil devem chegar a 10,7 milhões de unidades vendidas em 2014. Estima-se que existam, atualmente, mais de 11 milhões de tablets em uso, e que 2014 fechará com 41 milhões de usuários de smartphones somente no Brasil. Em seu relatório "Mobile Economy Latin America 2013", a GSMA prevê ainda que haverá 500 milhões de conexões banda larga móvel na América Latina até 2017. O Gartner estima que neste ano 1.862.766 milhões de telefones celulares e 256.308 milhões de tablets serão vendidos ao redor do globo.

A transformação que isso significa para as empresas é enorme, já que a computação móvel muda a maneira de se operar um negócio, gerar e gerenciar informações. Cada vez mais, funcionários, parceiros e clientes estão ligados às organizações por meio de seus dispositivos móveis.

Este fenômeno é chamado de "Computing Everywhere" (computação em toda parte) e é, de acordo com a Gartner, uma das dez tendências tecnológicas estratégicas em 2015. A IDC prevê que as empresas irão colocar uma ênfase crescente nas necessidades dos usuários móveis em diferentes contextos e ambientes.

A peça que faltava

Como observou recentemente Craig Muzilla, vice-presidente sênior da Plataforma de Aplicativos Red Hat, "é hora de nos tornarmos móveis." Em um forte compromisso com este mundo, a Red Hat adquiriu a FeedHenry, uma plataforma móvel para empresas baseadas em nuvem. A partir de agora, vamos adicioná-la à nossa solução de serviço, que oferece desenvolvimento de aplicativos móveis.

"As empresas poderão criar, implantar e gerenciar aplicativos escaláveis para dispositivos móveis com o poder e a flexibilidade da infraestrutura de nuvem e soluções de middleware da Red Hat", escreveu Muzilla. Algumas poucas plataformas de middleware já estão disponíveis para ajudar as organizações a construir aplicações móveis em tempo real e em escala empresarial. Mas, como disse Muzilla, isso está prestes a mudar.

As organizações estão começando a desenvolver aplicações inteligentes para garantir o acesso à informação, assim como seu processamento. Esses novos aplicativos estão executando tarefas críticas relacionadas a finanças, produção ou informações ligadas ao capital humano estratégico, o que gera uma maior demanda para a infraestrutura de TI, que deve se adaptar a esta nova dinâmica, com níveis de segurança, velocidade e excelência exigidos pelas empresas.

Isto é o que fornece a plataforma de soluções da Red Hat, tendo em conta, como primeiro passo, a onipresença da tecnologia móvel e a eficiência da nuvem.

Exemplos da vida real

Como exemplo interessante de uma empresa que adotou soluções móveis críticas, pode-se citar a britânica Network Rail, que criou, junto com a Telefónica Digital e a FeedHenry, aplicativos que permitem aos seus 22 mil trabalhadores das áreas de manutenção e operações, relatar emergências por meio de seus smartphones, além de manejar funções de geolocalização e gerir os ativos no chão, com o impacto resultante sobre a eficácia do serviço. Estes tipos de aplicações em larga escala são possíveis integrando sistemas de backend com o FeedHenry.

A experiência da equipe FeedHenry da Red Hat indica que, cada vez mais, as grandes empresas consideram tablets e smartphones como dispositivos ideais para uso externo, além das áreas de vendas, logística e outras operações relacionadas ao negócio. Características tais como aumento de memória, recursos de câmera e recursos de segurança podem ajudar a trazer esses dispositivos para uma base mais ampla de aplicativos de negócios móveis, que ajudem a gerar maior valor para as empresas. Combinados com o poder da conectividade de dados em tempo real, esses recursos podem transformar tablets e smartphones em poderosas ferramentas para o crescimento sustentável dos negócios.

Gilson Magalhães, gerente regional Brasil da Red Hat.

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