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Companhias aéreas podem deixar de perder até US$ 2.8 bi com soluções de prevenção a fraude, diz estudo

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Um dos impactos mais relevantes na indústria de viagens nos últimos anos foi a digitalização da experiência do viajante, que mudou a forma como ele se planeja e vivencia toda sua jornada. O mercado aéreo mundial deverá chegar a US$ 553 bilhões em 2018, uma taxa de crescimento de 5%. Mas, respondendo por cerca da metade do volume total de vendas, segundo o “Global Airline Online Fraud Report 2018”, divulgado pela Cybersource – solução da Visa para gerenciamento de pagamentos de e-commerce no mundo e no Brasil – as reservas de voos online também são uma ameaça às companhias aéreas.

Segundo a análise, para 2020, as linhas aéreas terão um fluxo de US$ 280 bilhões em vendas por meio de canais diretos. Caso a tendência atual permaneça estável, com taxa de perdas de receita por fraude girando em torno de 1.2%, isto significará perdas globais de US$ 2.8 bilhões em passagens. Na América Latina, essa taxa está em torno de 1%”, explica Francisco da Rocha Campos, vice-presidente senior de Vendas e Soluções para Estabelecimentos na América Latina.

O estudo também revela que não só as reservas online são ameaças. Os sites de companhias aéreas são o maior canal de reserva (31%), seguido por agências de viagens, operadores turísticos e consolidadores (27%), agências online de viagens (19%), call centers das companhias (9%), mobile – apps ou websites acessados por tablets ou smartphones (7%) e, por último, compras realizadas em aeroportos (7%).

As reservas realizadas por dispositivos móveis devem crescer exponencialmente nos próximos cinco anos. “Com o aumento do interesse pelo setor de viagens e a rápida adoção de tecnologias pelo consumidor, juntamente com novos métodos alternativos de pagamento e reserva, continuam crescendo os desafios de gestão de fraude para as companhias aéreas.

O estudo mostra que os principais tipos de fraude online contra as companhias aéreas encontrados hoje são acessos provenientes da dark web, fraudes nos programas de fidelidade ou intervenções em transações internacionais

Também com base nas entrevistas realizadas para o “Global Airline Online Fraud Report 2018”, é possível entender os principais desafios encontrados por esses gestores para detectar e evitar fraudes em seus e-commerces. A falta de recursos internos para lidar com a situação afeta 33% deles. Para lidar com isso, 31% dos gestores buscam se manter atualizados com as novas tecnologias de gestão de fraude, e 26% se preocupam com as taxas e chargeback dos cartões.

Assim, 60% dos gestores têm como prioridade reduzir as taxas de chargeback de cartão, 59% querem melhorar a precisão da detecção automatizada e a metade dos gestores entrevistados busca melhorar suas análises de fraude.

Manter esse foco é importante, principalmente porque a taxa de perda de receitas devido a fraude tem permanecido relativamente estável, ao invés de diminuir. Vê-se que as companhias aéreas estão rejeitando ou cancelando quase 4% das reservas devido a fraudes. Além disso, o estudo mostrou que a taxa de fraude da América Latina é em média 1%, enquanto o índice global chega a 1,2%.

Com a ajuda de tecnologias que auxiliam na detecção de fraudes, o número de reservas que necessitam de revisão manual caiu desde 2014, de 27% para 18% globalmente, sendo que 12% delas ainda são canceladas. Nas linhas aéreas da América Latina e Caribe a taxa de revisão manual chega a 20%. As reservas aceitas após revisão manual atendem globalmente a 88% e na região da América Latina e Caribe está em torno de 60%. Para a maioria das companhias aéreas, o custo total do gerenciamento de fraude é menos da metade de um por cento de sua receita total.

Em relação aos métodos de pagamento, os mais comuns nos canais de vendas diretas são cartões de crédito e débito, representando 99%. “As companhias aéreas estão fazendo um bom trabalho mantendo as taxas e os custos de fraude, mas eles devem aumentar a atenção e alocar recursos adequados, lançando uso de técnicas e tecnologias de ponta para esse combate, já que o mundo está cada vez mais online e mobile-first”, completa o executivo.

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