Em Davos, presidente da Telefónica defende digitalização como forma de promover a transição verde

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O presidente da Telefónica, José María Álvarez-Pallete, destacou durante seu discurso no Fórum Econômico de Davos, onde participou nesta terça-feira (24) de um painel intitulado 'Desbloquear a inovação digital para alcançar emissões líquidas zero', que "verde e as transições digitais andam de mãos dadas" e que, portanto, "sem digitalização não há transição verde". Ele ressaltou o papel crucial desempenhado pelo setor de telecomunicações, que tem o poder de transformar outras indústrias para que avancem em eficiência energética.

"Sempre fomos parte da solução", afirmou, apontando o fato de que a indústria de telecomunicações tem potencial para ajudar outros setores a reduzir em 10 vezes as emissões de gases de efeito estufa. Precisamente por essa contribuição, é também essencial que as infraestruturas de telecomunicações sejam reconhecidas como investimentos sustentáveis por todos os intervenientes e devidamente representadas na taxonomia europeia das atividades sustentáveis.

Neste contexto, a Telefónica é pioneira no segmento de financiamento sustentável. Em 2019 a empresa lançou o primeiro título verde do setor, em 2020 emitiu o primeiro título híbrido verde e em 2021 colocou o primeiro título híbrido sustentável do setor. Além disso, já atingiu mais de 10.000 milhões de euros em financiamento ESG.

Para progredir nesse processo, ele reivindicou "mecanismos políticos e regulatórios fortes para continuar desenvolvendo planos de descarbonização baseados na digitalização". "É nossa responsabilidade coletiva estender os benefícios da digitalização a todos os setores e, em particular, às PMEs para acelerar o efeito multiplicador da tecnologia para descarbonizar a economia. Se fizermos bem, trará benefícios importantes para a sociedade", defendeu em Davos. "Não há transição energética sem digitalização", reforçou.

O presidente da Telefónica também destacou que "as infraestruturas inteligentes são a espinha dorsal da transição verde, um fator de mudança para alcançar uma economia de emissões líquidas zero". Precisamente, indicou que as tecnologias e serviços digitais têm a capacidade de reduzir as emissões globais entre 15% e 35% até 2030.

Objetivos específicos e ambiciosos integrados na estratégia

Além dos marcos alcançados no financiamento sustentável, Álvarez-Pallete também destacou que a sustentabilidade é parte essencial da estratégia e do negócio da empresa: "Somos pioneiros na abordagem da transição energética e digital. A sustentabilidade está no centro de quem somos e do que fazemos."

"Na Telefónica lideramos pelo exemplo. Temos uma longa história de descarbonização de nossas próprias operações e nossa cadeia de valor e desenvolvimento de tecnologias inteligentes. Nos posicionamos como uma das empresas líderes em sustentabilidade e referência em gestão ambiental, fazendo parte do 'A List' do CDP há oito anos", argumentou.

Essas conquistas são apoiadas por objetivos concretos e ambiciosos. A Telefónica planeja alcançar emissões líquidas zero em seus principais mercados, em 2025 e em todos os países em que está presente em 2040, bem como em sua cadeia de valor. Em 2021, já conseguiu reduzir as suas próprias emissões em 70%.

Ao mesmo tempo, a empresa continua a transformar suas redes enquanto desliga seu legado, abandonando o cobre e acelerando a implantação de fibra e 5G: a primeira é 85% mais eficiente que o cobre e o último, 90% mais eficiente que o 4G. Desde 2019, a Telefónica utiliza exclusivamente energia renovável em seus principais mercados, e o Grupo também está transformando seu modelo de operação e 80% dos processos já estão digitalizados. Esses avanços permitiram que a empresa reduzisse o consumo de energia em 7% nos últimos seis anos, enquanto multiplicou seu tráfego por sete no mesmo período.

Brasil

No Brasil, a Vivo, marca do grupo Telefônica no país, é neutra em carbono desde 2019, com investimento em créditos de projetos que promovem o manejo sustentável e evitam o desmatamento da Floresta Amazônica. Com metas ambientais voltadas à redução de emissões, uso de energia renovável e energia consumida por volume de dados trafegados na sua rede, a Vivo já reduziu em 76% suas emissões entre 2015 e 2021, alavancada principalmente pelo uso de energia 100% renovável em suas operações.

Em 2021, a empresa apresentou redução de 19% em suas emissões diretas de CO2 em 2021. Para isso, adotou medidas que contribuíram para a otimização de insumos que mantêm sua operação e estruturas técnicas, como maior eficiência na frota de veículos e nas recargas de gases refrigerantes em equipamentos de ar condicionado. Por meio do Programa Carbono na Cadeia de Fornecedores, a empresa também vem mobilizando seus fornecedores estratégicos, com meta alcançar zero emissões líquidas até 2040, no escopo 3.

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