Tendências sobre transformação digital que vieram para ficar

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É fato que nos últimos dois anos, o mundo passou por inúmeras transformações que mudaram a forma que nos comportamos, vivemos e trabalhamos. A digitalização foi um dos pilares mais impulsionados pela pandemia. Se antes precisávamos ir fisicamente ao supermercado para fazer nossas compras do mês, hoje é possível programar sua lista e recebê-la mensalmente em casa sem grandes esforços.

O mesmo aconteceu com o trabalho, que passou a ser remoto, sem grandes dificuldades de adaptação dos times. A  digitalização modificou nossas expectativas em relação ao que a tecnologia pode nos proporcionar.

Por isso, elenquei algumas tendências que evoluíram e se consolidaram neste período e devem fazer parte, cada vez mais, do nosso cotidiano.

  1. Armazenamento em nuvem

Como mencionei anteriormente, uma das mudanças mais relevantes que a pandemia nos impôs, certamente foi em relação ao trabalho, que passou a ser remoto. Com o relaxamento das restrições impostas pela pandemia e com índices melhores nos números de casos, o modelo híbrido também passou a ser usual.

Como resultado da mudança no status quo, empresas de diferentes portes e segmentos precisaram migrar suas operações para a nuvem, levando em consideração que a flexibilidade que essa tecnologia oferece é essencial para o novo cenário dos negócios.

No entanto, alguns cuidados adicionais são necessários, dado que as nuvens armazenam documentos confidenciais e informações críticas para os negócios. Por isso, descartá-los com segurança é essencial e estabelecer um programa de Destinação Segura de Ativos de TI (Secure ITAD) é uma das soluções mais recomendadas.

Descartar equipamentos eletrônicos ao fim de sua vida útil de maneira adequada não só mitiga impactos relacionados ao vazamento de dados, como também reduz danos ambientais. Ao escolher um parceiro ITAD, é muito importante se certificar que ele trabalha com uma cadeia de custódia segura.

  1. Automatização de processos

As ferramentas de automação de negócios vieram para ficar e as transações que utilizavam papel e caneta definitivamente ficaram no passado. Com isso, as empresas ganharam agilidade e conseguiram aprimorar a experiência do cliente.

Outro ganho importante com esse avanço tecnológico é a coleta de dados. Por meio de inteligência artificial, a empresa consegue trazer insights valiosos para o negócio. Esse ponto, somado ao armazenamento em nuvem, é a combinação ideal de agilidade e segurança.

  1. Tokenização e NFTs

Tema muito falado atualmente, o maior passo para o "desconhecido" vem na forma de Non-Fungible Tokens, os chamados NFTs. Outro avanço importante é a Web 3.0, que permite que as empresas interajam de novas maneiras com clientes early adopters de novas tecnologias.

O NFT é um identificador digital exclusivo, ou rótulo, registrado em blockchain, que não pode ser copiado, replicado ou dividido. Ele atua como certificado de propriedade e autenticidade de um ativo digital específico, que também contém direitos relacionados ao seu uso.

A Web 3.0, por sua vez, engloba uma série de aplicativos baseados na web da próxima geração, que poderão criar dados de maneiras semelhantes às humanas, graças a uma variedade de ferramentas, incluindo inteligência artificial, análise de big data e tecnologia de contabilidade descentralizada (DLT).

Assim, quando as empresas passam a adotar a Web 3.0 e os NFTs, elas conseguem, além de fazer um rebranding da marca com Millennials e a Geração Z, expandir seus respectivos portfólios e criar novas formas de gerar receita, de acordo com dados da Deloitte.

  1. Realidades virtuais e aumentadas

A 'gamificação' no mundo dos negócios passou a fazer parte do cotidiano de muitas empresas, sendo este um resultado da adoção acelerada das realidades aumentada e virtual.

Essas tecnologias foram originalmente desenvolvidas para jogos, mas seus usos e benefícios começaram a ser usados pelas empresas para impulsionar o engajamento, além de capacitar funcionários e clientes.

Entre os usos no mundo corporativo estão o desenvolvimento de sessões de treinamento imersivas e uma série de ferramentas de marketing interativas capazes de gerar insights importantes sobre o comportamento dos clientes.

  1. Preocupação com o meio ambiente e energias renováveis

Os compromissos com políticas ESG (environmental, social e governance) estão cada vez mais em voga e são agendas prioritárias em praticamente todas as empresas, temas muito puxados pela COP26 e pelo Pacto Ecológico Europeu. O setor de data center, inclusive, tem uma prioridade além das usuais: a transição para energias limpas.

A Iron Mountain, por exemplo, investiu fortemente em parques eólicos e usinas de energia solar e, desde 2017,  seus data centers são alimentados por energia 100% renovável.

Esses benefícios são repassados aos clientes via programa Green Power Pass, que se baseia no protocolo de relatório de carbono desenvolvido pela Clean Energy Buyers Alliance (CEBA) e no grupo de trabalho Future of Internet Power (FoIP).

Essa é uma maneira efetiva e econômica para que os usuários do data center reduzam suas emissões de gases de efeito estufa, já que, ao utilizar o programa, as empresas recebem um atestado que indica qual a quantidade de kWh provenientes de recursos sustentáveis.

Ser uma empresa com experiência em tecnologia nunca foi tão valioso como hoje.

Orlando Souza, CEO da Iron Mountain no Brasil.

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