As principais tendências para o armazenamento de dados

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Devido às rápidas mudanças no mercado corporativo, os departamentos de TI são cada vez mais pressionados a oferecer serviços de alta performance com o melhor custo/benefício e que contribuam efetivamente para o negócio, melhorando a produtividade e tornando mais ágil a tomada de decisões nas empresas. Dentro desse contexto, um dos grandes desafios para o CIO e de sua equipe tem sido lidar com o armazenamento da informação, que representa o ativo mais valioso das organizações e, frequentemente, o mais caro de se manter.

O desafio da TI em relação à gestão das informações tem ainda um componente adicional: a possibilidade de os funcionários acessarem os dados corporativos a qualquer hora e local e de diferentes dispositivos. Como resultado, novas soluções de armazenamento em Flash e infraestrutura convergente tornam-se mais adequadas para ambientes no qual a criação de dados digitais cresce, em média, 50% por ano e as organizações precisam gerenciar esse incremento com orçamentos limitados.

Na prática, essa necessidade de armazenar, proteger, acessar e analisar dados rapidamente, de forma segura e com eficiência de custos, associadas às novas tecnologias de mercado, tem impulsionado cinco principais tendências globais na área de storage para 2014: economia de armazenamento em Flash, Flash no servidor, convergência, armazenamento definido pelo software e automação.

Armazenamento em Flash

O avanço das tecnologias tem impulsionado o uso do armazenamento em Flash. A capacidade de manipular dados de forma muito mais rápida do que discos tradicionais motiva um número crescente de empresas a estudarem com mais atenção esse tipo de tecnologia. Mas uma das barreiras para o avanço desses projetos tem sido o custo das soluções, até agora.

Para este ano, a expectativa é de que as organizações busquem fornecedores que rompam as fronteiras tradicionais de custo para entregar storage em Flash a preços significativamente mais baixos. A combinação, por exemplo, de vários tipos de discos Flash — MLC (multi-level cell) e SLC (single-level cell), com hierarquização automática —, distribuição de dados e aplicações para o meio de armazenamento mais adequado é um caminho para oferecer soluções de armazenamento 100% em Flash a um preço agressivo.

Flash no servidor

A necessidade de resultados instantâneos tem motivado uma melhoria do tempo de resposta e na aceleração da leitura e escrita dos dados, por meio da colocação de Flash no sistema do servidor. Isso permite trazer os dados acessados com mais frequência ??para perto dos recursos computacionais, minimizando assim o curso de dados do servidor para o storage por meio da rede.

Embora existam produtos específicos para Flash no servidor, as soluções que trazem essa tecnologia Flash no servidor integrada com uma SAN (Storage Area Network) possibilitam uma melhora considerável no tempo de resposta, sem sacrificar a disponibilidade dos dados (SAN), beneficiando empresas em setores como saúde, finanças e varejo, nos quais as transações instantâneas podem redefinir a experiência do cliente. Para aplicações como bancos de dados, cache em Flash baseada no servidor pode reduzir a latência de acesso de dados em até 90%. Com esta abordagem integrada, o Flash no servidor é tratado como uma camada adicional do storage, mantendo os benefícios tradicionais de uma SAN e as vantagens de custo da hierarquização automática dos dados.

Convergência

A força motriz por trás das infraestruturas convergentes é a oportunidade para aumentar a eficiência e agilidade nas operações, aplicações e gerenciamento de serviços. Os benefícios incluem menor custo para executar as aplicações, reduzir o tempo de implementação da infraestrutura e mais simplicidade e rapidez no gerenciamento.

O caminho para a convergência tem se tornado mais fácil, pois as organizações podem escolher ofertas de infraestrutura física convergente – na qual servidor, armazenamento, rede e gestão estão incluídos no mesmo chassi – ou ofertas de gerenciamento convergente baseado em software, que agrega os investimentos de infraestruturas heterogêneas dos clientes em um ambiente convergente virtual.

Definido por Software

O conceito frequentemente discutido de armazenamento definido por software ou SDS (Software-Defined Storage, em inglês) começa a ganhar espaço nas organizações. No entanto, há muito debate e confusão sobre a verdadeira definição desse conceito. O fascínio por SDS deve-se a considerável flexibilidade, mas, de forma mais significativa, pela redução do custo total de armazenamento. As organizações que fabricam servidores e storage hoje já oferecem SANs incorporando os mais baixos custos para servidores padrão da indústria com a ajuda de economias de escala.

As atuais ofertas de SDS, normalmente, não fornecem os benefícios dos recursos completos de SANs tradicionais e é raro ver fornecedores oferecendo serviços completos, tanto no software de armazenamento quanto no hardware no qual ele reside. Como o interesse do usuário cresce e as ofertas de SDS disponíveis amadurecem, os benefícios reais e os modelos para o data center definido por software tendem a se tornar mais claros em 2014.

Automação

Fornecedores de armazenamento inovadores colocam um foco significativo na automação e em ambientes de armazenamento fáceis de gerenciar – não só com o objetivo de reduzir a complexidade de armazenamento como também para cortar custos. Inovações como a hierarquização automatizada, snapshots, integração/otimização de desktops e servidores virtuais e deduplicação e compressão são maneiras que as organizações têm para implementar automação adicional para reduzir custos totais do storage.

Há uma expectativa de que em 2014 sejam lançadas uma série de novidades na área de storage. A explosão contínua dos dados e os avanços na tecnologia vão impulsionar essas áreas-chave, principalmente pela demanda dos usuários por soluções de storage inovadoras e sustentáveis.

*Rodrigo Cabral é gerente de marketing de produtos enterprise da Dell Brasil.

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