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Usuários mostram como IOT caminha para maturidade

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Ao longo dos dois dias de evento, encerrado nesta quinta-feira, 25, o IoT Business Forum, em sua quinta edição, trouxe uma discussão importante para fornecedores e usuários de tecnologia. Dado que as inovações tecnológicas são essenciais para a esperada Transformação Digital, seja no âmbito privado como público, muitas corporações, já utilizam IoT para mudar seus processos, e hoje estão colhendo bons frutos.

Guilherme Machado Rabello, gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do Inova InCor (núcleo de inovação do Instituto do Coração-InCor e da Fundação Zerbini) conta que a assimetria entre a localização de especialistas na área de saúde nas diferentes regiões do país fez com que algumas delas tenham uma carência neste sentido.

“Esta carência se evidencia pelos altos custos de logística para os pacientes e também profissionais em se deslocarem para os centros de excelência em alguns setores da medicina. Por isso, e também em decorrência das restrições impostas pela pandemia do Covid 19, nos deslocamentos, o Projeto de Plataforma Nacional e Teleconferência de Ato Cirúrgico – MCTI teve um objetivo inicial especialmente para disponibilização de know how para os profissionais de saúde e suas equipes, como também em cirurgias acompanhadas remotamente, por equipes do InCor, com recursos de imagens simultâneas para facilitar a compreensão dos envolvidos”, informou Rabello.

Conforme esclareceu a solução permite a integração de equipes médicas em diferentes regiões, possibilitando a educação e aperfeiçoamento dos profissionais à distância, minimizando o gap de formação dos especialistas e na realização das intervenções, possibilitada pela telemetria uma análise em tempo real (sem delay nenhum) da situação de cada caso.

“Por meio da capacitação prévia das equipes e avaliação do paciente se torna mais acurada. Isso porque hoje utilizamos todo o arsenal de tecnologias como Realidade Aumentada, por exemplo, que já estão sendo usadas por estes profissionais no seu dia a dia de trabalho.  A tecnologia neste sentido trouxe uma grande confiança tanto nos meios empregados quanto resultado”, explicou o especialista.

Agronegócios

A UaiCup é uma caneca instrumentada com software e IA que, conectada à Internet, torna possível o serviço de monitoramento da qualidade do leite. Dentro do conceito da Internet das Coisas para o leite 4.0, seu objetivo é evitar desperdícios de leite produzido e recusado por laticínios, que podem afetar cerca de 800 mil médios e pequenos produtores, devido a irregularidades, a exemplo da presença de antibióticos.

Para isso, a COPPE/UFRJ tem investido em projetos inovadores como este, conforme explicou Guilherme Horta Travassos, engenheiro eletricista, professor de Engenharia de Software e coordenador do PESC da universidade carioca.

“Esse protótipo foi o vencedor do Vacathon em 2020 e reuniu a mesma arquitetura utilizada na indústria de Óleo/Gás para desenvolvimento deste dispositivo, que ao final possibilitará que os pequenos produtores de leite tenham uma avaliação imediata da produção que será analisado por um aplicativo, com o fornecimento de relatórios e análises do produto em tempo reduzido. Isso repercutirá no rendimento da produção, na melhor estratégia de negócios para estes fornecedores”, conta o professor.

A COPPE também possui outros cases de mercado como na criação de camarões de água doce cujos resultados são de igual relevância para o setor de Agro.

“É importante salientar que a Universidade possui a mão de obra especializada para o desenvolvimento e aplicação da tecnologia e a competência para desenvolvimentos que envolvem outras especialidades, como microbiologia para analisar o leite. Por isso, temos formado várias parcerias com o mercado, a fim de possibilitar que toda esta criatividade e potencial de profissionais seja aproveitado”, concluiu.

Cerveja

Durante o processo de fabricação da cerveja, os grãos moídos são cozidos em temperaturas específicas, que favorecem o trabalho de extração de certas enzimas e açúcares, sendo fundamentais para a fermentação de um produto final de qualidade.

Tendo essa meta de excelência em qualidade, a Ambev, uma das maiores fabricantes cervejeiras do mundo, está adotando soluções de IoT em parceria com a Fuse IoT que está ajudando a fabricante de bebidas a aplicar um estudo de melhoria em uma de suas fábricas.

Como disse Murilo Silva, sócio e diretor de soluções da Fuse IoT (spin off da Nuveto), a parceria se deu diante da necessidade de manter a qualidade do produto final. “Primeiro houve um estudo de monitoramento remoto dentro da rede LoRa da empresa que seguiu para uma fase de análise das necessidades do processo de customização, que fizemos para este cliente (com uma adequação às normas mais estritas de segurança) e numa terceira etapa, a rapidez da instalação dos devices para transmissão dos dados em rede privada, que culminou com o resultado aferido em 24 horas após o início do processo”, contou o executivo da Fuse.

“Precisávamos medir e registrar a temperatura do produto desde a fabricação, do armazenamento até sua distribuição. Isso já era feito de forma menos tecnológica,  mas para que a qualidade fosse mantida, no nível de excelência desejado, precisamos incorporar ao sistema um automação que somente a tecnologia de IoT poderia nos possibilitar e como consequência tivemos uma melhoria geral operacional bem maior”, demonstrou Sérgio Amaral,  Brewing Process Automation Specialist da Ambev, responsável na empresa por este processo que foi aplicado em uma de suas fábricas e que com os resultados obtidos poderá se expandir com o rollout da rede LoRa para outros unidades em Jacareí, Manaus, Teresina, São Luiz, Cuiabá, Teresina, São Luiz, Cuiabá, Rio de Janeiro, e inclusive, outros países da América Latina.

Outros projetos já estão na pauta, como monitoração on line de vibrações de motores com análise de IA plataforma privada ou em nuvem; monitoração de esgoto bruto com purgadores de vapor em parceria com a empresa de máquinas SpirarxSarco; controle e monitoração de caminhões dentro da cervejaria, como geolocalização e controle de tempo em plataforma web; rastreabilidade com geolocalização e temperatura em todas suas cadeias produtivas.

Cimento

A LafargeHolcim Brasil iniciou em 2020 o projeto Operação Remota das Moagens de Cimento, com controle, totalmente integrado, com uma base de instrumentação com tecnologia IoT conectada via wi-fi, foram instaladas câmeras com IA e sistemas para o monitoramento online da rede de automação e um sistema de gerenciamento online dos consumos e demandas de energia elétrica, que estão auxiliando a otimização da eficiência energética das moagens.

Gilson Leite Dias, gerente Técnico de Produção, Processos e Qualidade na LafargeHolcim Brasil diz que toda esta tecnologia embarcada no sistema de moagem de cimento encontra-se dentro de uma tendência da companhia conhecida como Plants of Tomorrow, onde a motivação principal das equipes é trazer a tecnologia em benefício dos processos de produção.

“A produtividade industrial depende muito de atividades autônomas que necessitam estar controladas, seguras e que podem ser remotamente operadas. Ao ter este processo com todas as informações e dados possíveis chegamos ao que a Indústria 4.0 entende como principal objetivo”, disse o gerente da LafargeHolcim.

Dias conta que houveram desafios neste processo no Brasil, a fim de adequar a infraestrutura aos equipamentos e também nas fases iniciais da operação. “Já existe nos planos da empresa um plano para que já em março de 2022, as unidades brasileiras venham a implementar o monitoramento remoto por IoT, além do uso de outras tecnologias como vídeo wall, realidade aumentada, monitoramento georreferenciado, entre outros, para que a produção tenha controle preditivos de máquinas, evitando paradas desnecessária com ganho de tempo e análises cada vez mais precisas dos processos”, finalizou.

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