Trabalho híbrido: o desafio da vez para as organizações

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Os últimos dois anos foram difíceis para o mundo, para as pessoas e para os negócios. E depois de um duro período em que nos acostumamos com o modus operandi pandêmico, tudo indica que é definitivo: entramos em um momento de resgate das conexões que foram interrompidas (pelo menos da forma como estávamos acostumados) e que tivemos de manter inteiramente digital, para que possamos nos adaptar ao novo normal.

Nesse intervalo tivemos muitos aprendizados enquanto sociedade e um grande avanço quando falamos de tecnologia nas organizações, que nos mostraram novos meios de conexão e interação de forma efetiva, principalmente quando falamos de trabalho remoto. Este formato de trabalho irá permanecer, porém agora parte das pessoas vai continuar em casa — seja por conveniência, escolha, baixa necessidade de interagir com demais pessoas da empresa ou do mercado e outra parte retorna para o modelo presencial. Este é o novo momento nas organizações e será pautado como modelo "híbrido".

No híbrido, as conexões são feitas através de ferramentas e/ou plataformas — seja utilizando o Microsoft Teams, Zoom ou outra ferramenta de videoconferência — ou mesmo com alguma ferramenta assemelhada ao Metaverso, que une os dois cenários, onde pessoas que estão reunidas presencialmente em um ou mais locais e outras que estão de forma remota, participam de uma mesma reunião. E é este o problema que temos visto: híbrido é muito mais desafiador do que tudo o que tivemos antes.

Para quem está remoto, o desafio de entender o que está realmente acontecendo, já que uma reunião presencial tem, em geral, conversas em paralelo, comunicação não verbal e tudo o que nos torna humanos na comunicação, ferramentas de videoconferência não conseguem, de maneira natural, trazer esta experiência. Para quem está presencial, o desafio é dar atenção aos remotos. Em meia hora de reunião, a não ser que os remotos interajam muito, é natural deixá-los para uma atenção, digamos, remota. Para segundo plano. Manter o equilíbrio destes dois mundos que seguirão convivendo, o virtual e o presencial, será novo desafio das organizações.

E como em qualquer processo de mudança, nesta nova fase será necessário repensar processos e experiências e adotar rotinas que facilitem a adaptação de todos a esse novo modelo. É preciso considerar formatos que englobem aqueles que estão fora do escritório, como reuniões em vídeos para todos; estimular o uso de plataformas de colaboração para manter as equipes conectadas; estipular dias para todos estarem presencialmente e, assim, aos poucos, irmos equilibrando a cultura da empresa e o bem-estar dos times, de forma eficiente.

Não tenho dúvidas de que será uma jornada de aprendizado e que demandará o envolvimento não apenas da liderança, mas das organizações como um todo. É um momento de tentar, de propor novas dinâmicas, avaliar o que está funcionando, rever rotas e de entender que será um processo de construção. Da mesma maneira que nos adaptamos rapidamente ao trabalho remoto, não tenho dúvidas de que logo as organizações encontrarão um caminho de fazer com que o modelo híbrido funcione 100%.

Vamos todos acompanhar este processo e entender como ajudar todos a ter uma experiência boa e um trabalho produtivo — como há dois anos, importante estarmos preparados para o que está por vir e nos adaptarmos rapidamente.

Maurício Fernandes, CEO da Dedalus.

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