Juiz dos EUA rejeita acordo de acionistas com HP sobre Autonomy

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O juiz do Tribunal Distrital de San Francisco, na Califórnia, Charles R. Breyer, lançou dúvidas sobre a proposta de acordo firmado entre a HP e acionistas para resolver a ação judicial sobre a fracassada aquisição da empresa de software britânica Autonomy pela fabricante.

Em audiência nesta segunda-feira, 25, o juiz disse que a HP e os advogados que representam os acionistas no processo devem apresentar um acordo revisto, o qual deve excluir pagamentos aos advogados. Segundo Breyer, eles devem se concentrar em como a empresa de tecnologia pode melhorar o seu comportamento.

A HP havia concordado em pagar até US $ 48 milhões em taxas e ganhos financeiros, sendo US$ 18 milhões em taxas para os dois escritórios de advocacia que trabalharam no caso e até US$ 30 milhões caso vença ações judiciais futuras contra ex-executivos da Autonomy. Na verdade, o juiz adiou por um mês a decisão sobre a proposta de acordo.

Conforme os termos do acordo, firmado em junho, os advogados dos acionistas concordaram em retirar todas as queixas contra atuais e antigos executivos da HP, incluindo a atual presidente-executiva (CEO) Meg Whitman, membros do Conselho de Administração e consultores para a empresa.

A HP, por seu lado, concordou em se juntar aos advogados dos acionistas em processos contra ex-executivos da Autonomy, incluindo o presidente-executivo Michael Lynch. Os advogados dos acionistas teriam recuperado pelo menos US$ 18 milhões.

Para aprovar o pacto, Breyer disse que teria que fazer novas investigações para decidir se rejeita as acusações contra funcionários da HP, incluindo Meg Whitman, e se isso seria bom para os acionistas.

No tribunal, o advogado da HP, Marc Wolinsky, revelou que a empresa também pretende processar a unidade britânica da Deloitte sobre o seu papel na área de auditoria da Autonomy. Em comunicado, a Deloitte disse que qualquer reivindicação da HP "seria totalmente sem fundamento e vamos nos defender vigorosamente contra ela".

A HP adquiriu a Autonomy em 2011 por cerca de US$ 12 bilhões, mas depois descobriu que a empresa teria um valor bem menor. A compra foi feita sob o comando do então CEO Leo Apotheker, deposto depois de uma curta e tumultuada gestão da empresa.

A irregularidade contábil fez com que, pouco mais de um ano após a compra, a empresa registrasse uma perda de US$ 8,8 bilhões em novembro de 2012, em decorrência de "sérias manipulações contábeis, distorções e falhas de divulgação", e atribuiu mais de US$ 5 bilhões a fraudes contábeis e financeiras de executivos da Autonomy. Com informações de agências internacionais.

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