Por que as empresas brasileiras não conseguem realizar sua transformação digital?

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Temas como Robotização de Processos, Inteligência Artificial, Business Intelligence, entre outros, já são falados em diversas partes do mundo, mas na prática a maioria das empresas ainda funciona de forma analógica por dentro, mesmo com o discurso digital para fora. De acordo com pesquisa realizada pela Vanson Bourne, apenas 6% das empresas no Brasil têm tecnologia enraizada no negócio, 37% estão analisando e testando ferramentas e 2% nem sequer têm um plano de transformação digital.

O principal entrave está na implantação das soluções: como aliar as boas práticas de mercado às limitações específicas de cada empresa e cada setor? Para solucionar a questão é preciso ter senso exequibilidade. Além de avaliar o modelo de negócio de cada organização e realidade técnica vigente, até mesmo a cultura organizacional precisa ser levada em conta no momento de escolher uma tecnologia que tenha potencial de transformação e implantá-la.

Observar o timing da equipe, corrigir os gaps internos que os fornecedores de TI muitas vezes nem conhecem, entre outros pontos, são essenciais para que a implantação seja um sucesso. Porém, é muito difícil a própria empresa ou mesmo uma consultoria conseguir ter um olhar tão amplo, que conheça tanto a capacidade de entrega dos fornecedores quanto a engrenagem cotidiana das empresas.

É por esse motivo que as organizações ainda resistem tanto, ou simplesmente não conseguiram realizar sua transformação digital. Implantar a robotização de processos e a transformação digital de uma empresa é, antes de tudo, provocar uma transformação na cultura corporativa: altera o conceito de agilidade, o grau de aceitação a risco, a vontade de inovar e experimentar o novo.

Por isso, é muito importante – além de conhecer as melhores práticas de mercado – entender a fundo o perfil de cada empresa para realizar uma transição de sucesso. Outro ponto importante neste processo é conhecer o mercado brasileiro de TI, seu grau de maturidade e a capacidade real de entrega das empresas que atuam no país, pois isso vai orientar as decisões estratégicas durante o processo de transformação digital.

Carlos Eduardo Carvalho, sócio fundador da Bridge Consulting.

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