Hiperconvergência: O 1º passo para a nuvem no setor público

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Enquanto boa parte das empresas se mantém conectada às últimas novidades do mercado, dedicando um montante considerável no que há de mais inovador, as administrações públicas correm atrás do prejuízo a fim de prover mais qualidade e agilidade nos serviços prestados à população. Nos últimos anos, é perceptível o quanto o setor público vem investindo em Tecnologia da Informação e a solução de hiperconvergência tem assumido um papel fundamental nesse processo de digitalização do setor público.    

É conhecido que o Governo, de maneira geral, sempre foi visto como um setor que leva mais tempo para a adoção de tecnologias quando comparado com as organizações privadas, mas existem várias razões para isso. Entre elas, destacam-se o processo licitatório, a rotatividade de gestores com preferências e estratégias diferentes e a enorme quantidade de sistemas legados que empacam muitas dessas inovações. No entanto, para este desafio especificamente, tecnologias hiperconvergentes estão ajudando os profissionais do segmento a tornarem seus ambientes mais digitalizados.    

A tecnologia hiperconvergente é conhecida como o primeiro passo para a nuvem e, consequentemente, uma forma de tornar os serviços mais ágeis, flexíveis, fáceis de serem gerenciados e seguros. Ela é importante justamente por integrar recursos de computação, armazenamento e virtualização numa única infraestrutura, proporcionando mais visibilidade e facilidade no gerenciamento do ambiente de TI.    

As vantagens dessa tecnologia não param por aí e são bastante viáveis para um setor que sofre tanto com as constantes transformações, a falta de investimentos e burocracias. A primeira delas é a redução de custos graças a um gerenciamento mais simples, com pouca necessidade de manutenção e uso de menos recursos, inclusive humanos. Além de manter os diversos setores mais integrados, esse tipo de solução oferece um ambiente ainda mais seguro, o que é de extrema importância em tempos em que diversas prefeituras sofrem paralisações ocasionadas por ransomware.    

A busca pela digitalização no setor público também foi bastante impulsionada pela pandemia, já que as prefeituras precisaram continuar atendendo às demandas da população em meio a medidas de isolamento social. Mesmo agora com o fim do distanciamento, os governos tendem a intensificar suas agendas de jornadas digitais. Diversos estudos confirmam essa tendência.   

Segundo o Gartner, até 2025, mais de 50% das agências governamentais terão modernizado os processos legados essenciais para melhorar a resiliência e a agilidade de suas operações. Já uma pesquisa recente da consultoria Vanson Bourne mostra que a média de adoção de hiperconvergência entre os gestores brasileiros (54%) consultados é acima da margem global (50%).     

Como se pode ver, a digitalização é um caminho sem volta para as administrações públicas, que agora buscam parceiros preparados para ajudá-los nesse novo processo. Trabalhar com o governo envolve compreender os seus desafios, respeitar os processos e com tecnologias que viabilizam uma gestão mais ágil, transparente e segura capaz de oferecer os serviços que a população demanda. É para isso que estamos aqui.  

Elder Jascolka, country manager da Veeam Brasil.

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