Publicidade
Início Newsletter (TI Inside) Executivas falam do enfrentamento da pandemia e o papel das mulheres na...

Executivas falam do enfrentamento da pandemia e o papel das mulheres na TI

0
Publicidade

O Painel “Um Olhar Feminino sobre os Impactos da Pandemia e o Futuro”, promovido pela Capgemini e o grupo Women@Capgemini e concebido como parte das comemorações do mês da Mulher, marcou não apenas o encontro das líderes das empresas Microsoft, SAP,e ServiceNow e Salesforce, mas também para apontar o caminho futuro da presença das mulheres no segmento de TI e no mercado de trabalho como um todo.

Diversidade, inspiração, equidade, resiliência, aliança e empatia, foram algumas das palavras utilizas pelas líderes Tânia Cosentino, presidente da Microsoft; Adriana Aroulho, country manager da SAP; Katia Ortiz, country manager da ServiceNow; e Karina Lima, VP Regional de Vendas da Salesforce; no debate que teve como moderadora Juliana Almeida, VP de Cloud e Infraestrutura da Capgemini.

Antes do painel, Janine Carvalho, VP da Capgemini e líder do grupo Women@Capgemini, falou sobre os objetivos do grupo para “aumentar a participação das mulheres na Capgemini e no segmento de TI e auxiliarmos na preparação das mulheres para que elas consigam chegar até cargos de gestão…somos quase 34% dos colaboradores da Capgemini Brasil neste momento. Um percentual muito superior aos 20% do mercado de TI”, completou.

No início da conversa, todas as executivas falaram sobre o enfrentamento da pandemia. E, mesmo com alguns detalhes específicos da atuação de suas empresas, em comum está a preocupação com as pessoas, sua segurança e bem-estar, para enfrentar o confinamento. “Com a pandemia aceleramos a transformação cultural nos clientes, de abraçar o digital, mas sem dúvida o componente humano é insubstituível”, apontou Adriana, da SAP.

A chamada “gestão da incerteza”, como uma delas se referiu aos 12 meses de home-office, foi o pano de fundo (inevitável) da conversa. “Vamos precisar conviver com isso (a incerteza), mas entendemos o desafio de seguir e nos reconectar com os clientes, ampliar seus contatos digitais, agregar valor e apoiar os nossos colaboradores. A tecnologia é uma plataforma de mudanças”, ponderou Karina, da Salesforce.

Provocada sobre o impacto provocado pela pandemia e o reflexo na participação feminina no mercado de TI, Tania, da Microsoft, afirmou: “mesmo com a TI mais atrativa para as mulheres hoje, existe ainda uma diferença entre desejo e realidade quando falamos da participação das mulheres. Ainda somos apenas 17% dos formandos em cursos de exatas. Temos que atrair mais mulheres para o segmento de TI. Criamos uma iniciativa de capacitação que estamos trabalhando com o Ministério da Tecnologia para alcançar 100 mil mulheres, mas temos que abrir espaço no mercado para todas as diversidades, incluindo raças, LGBTQIA+ e pessoas com necessidades especiais. A diversidade é que vai ajudar na retomada da economia”.

Corroborando com a proposta de inclusão, Katia, da ServiceNow, ressaltou o importante papel das mulheres na sociedade e alertou sobre a “necessidade de mostrar exemplos relevantes de executivas, bem como mentorizar jovens – inclusive contando com os homens como mentores – e mostrar como a carreira em TI é um caminho importante. As mulheres precisam enxergar isto”. Na ServiceNow, aliás, o número de mulheres (32%) é bem semelhante ao da Capgemini.

Adriana falou de uma meta mais ousada: chegar aos 50% – hoje as mulheres são 37% na SAP – e alertou. “As mulheres foram 70% das contratações neste último ano, porém não basta contratar, temos que incluir e envolver, e a equidade salarial é fundamental. Assim como a Capgemeni, também temos o EDGE – certificação de equidade. E precisamos trazer os homens para o “HeForShe” (campanha de igualdade de gênero) e influenciar clientes e parceiros para expandir nosso programa de equidade”.

Ao final, todas concordaram que é preciso que as empresas de TI e os brasileiros como um todo busquem alianças, tanto internamente nas empresas, como entre grupos, e homens e mulheres. E para isto a inclusão e a diversidade são primordiais, bem como uma característica do ser humano que é por essência feminina: a empatia.

Women@Capgemini Brasil

SEM COMENTÁRIOS

Deixe seu comentário

Sair da versão mobile