Inovações tecnológicas e o futuro do Brasil

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Brasil, um sonho intenso, um raio vívido… Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza. Ordem e progresso! Estas são, sem dúvidas, frases que estamos acostumados a ouvir, acreditar e trabalhar por elas.

Entretanto, para que nosso futuro espelhe mesmo esta grandeza, ainda temos trabalho à frente, e algumas correções de rumo precisam ser tomadas. Em muitos anos dedicados ao ITS, sempre defendi esta bandeira e vi cada vez mais a necessidade das empresas em inovar e investir na evolução tecnológica e, consequentemente, favorecer a expansão econômica da nação.

A Coreia do Sul, que tem sido constantemente usada como exemplo em inovação, vem investindo pesadamente em educação nos últimos anos. Com isso, as novas gerações, mais capacitadas, passaram a produzir produtos e serviços que o mundo deseja, ganhando em escala e competitividade no mercado mundial em muitos aspectos.

Deve-se destacar que a Coreia do Sul, assim como diversos países que hoje progridem, apostaram significativamente em tecnologia e evoluções tecnológicas. Em especial, investiram na capacitação profissional e criatividade de seus trabalhadores, para que estes gerem a inovação que o mundo reconhece e deseja. Este é um caminho que o Brasil precisa reconhecer e apoiar pesadamente.

É urgente a necessidade do Brasil em investir mais em tecnologia e no seu potencial de criação de inovações, este pode não ser o único caminho, mas com certeza é um dos principais para elevar a riqueza de um país. Vendo o PIB per capita em alguns países, comparado ao brasileiro, fica claro que, se não melhorarmos alguns fatores, o sonhado futuro que espelha esta grandeza corre sério risco.

De acordo com estudo do FMI, grandes potências mundiais e sinônimos em inovação, como Estados Unidos e Alemanha, tiveram bons índices de PIB per capita, em 2014, com US$ 54,6 mil e US$ 47,6 mil de rendimentos, respectivamente. A Coreia do Sul, que citei acima como exemplo evolutivo, está longe das primeiras posições, mas possui um elevado índice de US$ 28,1 mil, mostrando mais uma vez que uma boa situação econômica do país é fundamental. Já o nosso querido e amado Brasil, aparece ainda mais longe das grandes potências, com a quantia de US$ 11,6 mil por ano.

Muitos são os fatores que influenciam números tão ruins, com alguns deles sendo difíceis de serem mudados em curto prazo de tempo, mas, com certeza, se aumentarmos o valor da produção brasileira com significativo acréscimo de tecnologia, poderemos elevar estes valores, no mínimo, a um patamar minimamente aceitável para um país tão grande e com tantas diferenças sociais.

Precisamos reativar leis de incentivo à inovação tecnológica e mesmo criar novas opções de viabilização. Estes estímulos naturalmente devem partir do Governo Federal, mas não devemos desconsiderar a possibilidade de Estados e Municípios, a partir do perfil de suas populações, terem leis específicas que apoiem empresas, suas inovações e a capacitação tecnológica, apostando no potencial criativo do povo brasileiro.

Existem diversas formas de ajudar o Brasil a melhorar e a crescer, nós temos experiência em trabalhar a inovação tecnológica de diferentes maneiras. Havendo um mínimo de apoio do governo, e que eventualmente ele abdique de impostos em um primeiro momento, o nosso país retornará rapidamente a subir seus índices de investimento e a melhorar o reconhecimento mundial do produto brasileiro.

Apoiar a inovação tecnológica, além do claro potencial de ajudar o Brasil a evoluir mundialmente, também pode gerar melhorias significativas da qualidade de vida da população.

Jaime Stabel, diretor Administrativo Financeiro do Instituto de Tecnologia de Software – ITS.

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