Lucro trimestral do Facebook cresce 195%, puxado por publicidade para dispositivos móveis

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O Facebook reforçou a sua posição como uma das potências da publicidade móvel, quase triplicando seu lucro trimestral, num momento em que seus rivais do Vale do Silício, na Califórnia, enfrentam dificuldades para crescer nesse mercado.

A rede social divulgou nesta quarta-feira, 27, o balanço do primeiro trimestre deste ano, o qual mostra que a receita com publicidade saltou 57% no período, de US$ 3,3 bilhões um ano antes para US$ 5,2 bilhões. Os anúncios para dispositivos móveis, que tem preço mais elevado do que aqueles exibidos em desktops, foram responsáveis por cerca de quatro quintos da receita da empresa, que foi de cerca de US$ 5,4 bilhões.

Já o lucro líquido cresceu 195%, passando de US$ 512 milhões no primeiro trimestre do ano passado para US$ 1,51 bilhão. Isso representa um ganho por ação de US$ 0,52 contra US$ 0,18 por ação no mesmo período de 2015.

O Facebook também teve crescimento no número de usuários no primeiro trimestre, que totalizou 1,65 bilhão ante de 1,44 bilhão em igual período no do ano passado.

Os resultados comprovam que a rede social está ganhando força entre os anunciantes em um momento em que muitos deles estão migrando grande parte do orçamento destinado a publicidade em veículos impressos e televisão para meios digitais. A empresa de pesquisas eMarketer estima que o Facebook vai abocanhar cerca de 12% dos US$ 186,8 bilhões do mercado de publicidade digital global neste ano, acima dos 10,7% do ano passado e 8,6% em 2014.

Facebook informou que os preços médios de anúncios aumentaram 5% no primeiro trimestre, com os anunciantes comprando mais anúncios direcionados para dispositivos móveis. A empresa de marketing digital Kenshoo diz que o preço dos anúncios para celular ficaram em US$ 4,39 por 1.000 impressões no primeiro trimestre, mais que o dobro dos US$ 2,17 que a publicidade para desktops.

Durante teleconferência com analistas, o Facebook também disse que seu conselho de administração propôs a criação de uma nova classe de ações, sem direito a voto, destinadas a consolidar o controle do executivo Mark Zuckerberg sobre a empresa. Os portadores das novas ações Classe C terão os mesmos direitos econômicos dos de outras ações, mas não terão direito a voto, permitindo que o Facebook possa distribuí-las aos empregados ou usá-las como moeda em futuras aquisições sem diluir o controle de Zuckerberg.

Os resultados agradaram Wall Street. As ações da empresa no after-hours trading, negociação após o fechamento da Nasdaq, fecharam cotadas a US$ 118,80, alta de 9,1%.

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