Um bom ambiente de trabalho trás até 30% mais de vantagem competitiva

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Abrindo a primeira edição Digital WorkPlace Forum, da TI Inside, que aconteceu em São Paulo, nesta quarta-feira,26, Rodolfo Roim, líder da unidade de Negócios de Workplace Experience da Avanade, explicou que, bom ambiente de trabalho traz até 30% de vantagem competitiva para a empresa e 25% mais de satisfação do funcionário, dobro da satisfação do cliente e é duas vezes mais inovadora na geração de novos produtos e serviços.

A experiência do cliente (CX) e a experiência do funcionário (EX) existem há algum tempo como impulsionadores de vantagem competitiva, mas os líderes das organizações precisam dar uma olhada conjunta no quadro geral. "Criar valor comercial sustentável requer uma abordagem muito mais ampla em tecnologia, operações, cultura e experiência do funcionário. Esta é a experiência de trabalho (WX)", destaca Roim.

De acordo com o Gartner, até 2020, a maior fonte de vantagem competitiva para 30% das organizações virá da capacidade da força de trabalho de explorar criativamente as tecnologias digitais.

O que uma vez foi uma iniciativa de TI é agora uma iniciativa empresarial toda possibilitada pela TI. Então, CHROs, COOs, CIOs e outros líderes de unidades de negócios estão descobrindo que é hora de unir forças e redefinir sua equação de valor no local de trabalho.

Conforme disse o executivo, ao capacitar as pessoas com as tecnologias certas e envolvê-las com uma excelente experiência, leva-as dar um valor ímpar aos negócios por meio do aumento da eficiência, redução de custos, produtividade e crescimento.

"Temos pesquisas do Centro de Pesquisa de Sistemas de Informação (CISR) do MIT que demonstram que as empresas que atingem os 25% mais altos índices de experiência do funcionário são aquelas que conseguem duplicar a satisfação do cliente; colocar a inovação em termos de porcentagem de receita de novos produtos e serviços e obtém 26% de rentabilidade em comparação aos concorrentes", disse o executivo.

Ao finalizar sua apresentação Roim destacou que tanto a tecnologia quanto a força de trabalho estão em transformação não só para atender aos objetivos corporativos, mas para atingir a satisfação pessoal daqueles que produzem.

O que é o Digital Workplace?

Já não é mais novidade que a transformação digital provoca uma profunda mudança nos negócios e, consequentemente, requer novos métodos de trabalho utilizando colaboração e inteligência artificial para aumentar a produtividade e agilidade das empresas.

Na apresentação de Pedro Bicudo, autor da ISG (Information Services Group) no Brasil, ele mostrou que pesquisas demonstram que planejar essa mudança e coordenar sua execução produzem melhores resultados para os negócios.

"Temos que ter em mente que o ambiente de trabalho do futuro – o Digital Workplace – detém hoje 19% dos custos no orçamento das grandes empresas e que este ambiente de trabalho não é um local, prescinde de serviços de localização, segurança, privacidade, mobilidade especializada por serviço ou por segmento industrial, tudo em cloud e principalmente colaboração", disse o executivo.

Segundo ele o conceito do uso de tecnologia deve integrar não apenas os colaboradores, mas os demais ecossistemas que integram os negócios pois entre as principais tendências destaca-se a do delivery staff, ou seja, a entrega serviços com hipercovergência ( múltiplas plataformas), dentro do compliance da empresa e tudo isso amarrado na arquitetura de TI que irá possibilitar ao cliente a flexibilidade de escolha, mobilidade e uma experiência positiva.

"Não há como não pensar no ambiente de trabalho digital sem que haja um Design Thinking para o novo ambiente de trabalho; uma diferenciação entre os perfis para personas no ambiente digital e pessoal; permitir, ao invés de ditar é a nova regra; o uso da Automação/I.A. não é o fim do trabalho/emprego; o uso do Analytics para configuração e operação de Digital Workplac e o Shift-left que significa que técnicos qualificados disponibilizam suas respostas para colegas menos experientes, passando a ser uma prioridade dentro dessa cadeira e finalmente os acordos de nível de experiência que passam a ser mensuráveis", resumiu Bicudo.

A tecnologia só existe por causa das pessoas

No painel Colaboração Flexível que reuniu Adriano Marcandali, líder do Workplace by Facebook na América Latina; Caroline Capitani, gestora de design digital e inovação da ilegra; Fabiana Nakazone, gerente de Experiência do Colaborador da Natura e Luis Otavio Ermel, sócio fundador da Sinergis/Monday.com e InvestFlex, a gestão flexível foi apresentada na experiência de cada uma dessas empresas, mostrando as iniciativas que as tornam mais ágeis e criativas.

"A colaboração neste modelo de trabalho abre espaço para uma comunicação integrada, com fácil acesso aos gestores e demais áreas. As novas soluções e ferramentas que estão ao alcance de todos, estimulam a troca de informações e o debate dentro das equipes, e certamente levam a um aumento da capacidade produtiva e agilidade nas atividades dos colaboradores", salientou Adriano Marcandali do Facebook.

Para Caroline Capitani da ilegra, o Brasil vive hoje diferentes estágios de maturidade para este novo modelo de trabalho. "Estamos despertando para a mudança, despertando para acelerar a mudança e reinventar modelos trabalho, já que muitos que existem por aí estão ultrapassados ou antiquados para os tempos que vivemos, muitas empresas estão preocupadas com isso e estão de olho nesta pauta ", disse

De acordo a VP da ilegra, apenas 40% das empresas brasileiras ouvem as necessidades de seus usuários e de fato estão levando soluções eficientes e convenientes para eles, enquanto que outros 60% ainda não o fazem. "Vemos com isso que a gestão flexível de pessoas é a base do futuro das companhias que precisam ser mais ágeis e criativas para atender as demandas do mercado".

Fabiana Nakazone, da Natura, mostrou como na empresa o envolvimento dos colaboradores acaba transformando não somente um novo modelo de prestação de serviços, mas torna-se a base para um novo mind set "O consumidor e quem usa o serviço e está no centro do processo. O mercado mudou. O consumidor quem dá as regras e por isso vemos um fenômeno de transformação que passa a entregar tudo como serviço", analisou.

Luis Otavio Ermel, da Sinergis, mostrou que as forças digitais estão reformulando quase todos os setores, e os executivos já entendem a urgência dessa transformação.

"Você analisa oportunidades e ameaças e desenha estratégias defensivas para trazer à sua empresa uma vantagem competitiva. Mas estamos aprendendo como digitalizar modelos de negócios, produtos e cadeias de valor existentes. Entretanto a colaboração desempenha um papel fundamental na navegação dos negócios seja por meio de mudanças digitais, seja pelo entendimento para lidar de frente com a ruptura do mundo real e impulsionar a transformação organizacional de forma eficaz. como as empresas focadas na satisfação das pessoas que nela trabalham", concluiu.

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