Sony mira EUA para tentar recuperar espaço no mercado de smartphones

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Depois de ter adquirido no ano passado a participação da Ericsson na joint venture que mantinham há dez anos, por 1,05 bilhão de euros, passando a ter o controle da empresa, a Sony agora vai deslanchar sua estratégia para tentar recuperar o espaço perdido no mercado de smartphones. A fabricante japonesa, que assumiu, de fato, os negócios da companhia no dia 17 deste mês, sabe que terá um caminho difícil pela frente.

Em entrevista ao All Things Digital, blog de tecnologia vinculado ao The Wall Street Journal, Steve Walker, chefe da área de marketing da Sony Mobile, disse que, apesar da perda de participação, "não estamos desapontados com a nossa fatia de mercado". Ele observa que a empresa está em segundo ou terceiro lugar entre os fabricantes smartphones que utilizam o sistema operacional Android, do Google, em muitos países. "Ao mesmo tempo, o que vemos é, para realmente conquistar o coração do consumidor, você não pode apenas oferecer smartphones."

Walker disse que havia alguns limites em relação a quanto do know-how e de propriedade intelectual da empresa podia ser partilhada com a joint venture, e garantiu que a partir de agora haverá um maior senso de colaboração. "Houve ainda algumas limitações", disse ele, sem dar detalhes. "Todas essas barreiras se foram."

Ele frisou que a empresa não está fechada a outros sistemas operacionais, mas, por enquanto, ele acredita que o Android ainda é a melhor aposta. Em razão de muitos smartphones oferecem especificações semelhantes, Walker disse que uma das principais coisas que precisa fazer é restabelecer a Sony como uma marca forte em aparelhos.

A Sony apresentou até agora quatro celulares com sua marca própria, incluindo o Xperia U e modelos P anunciados no Mobile World Congress, evento voltado à mobilidade que acontece esta semana em Barcelona.

No mercado dos americano, onde tem lutado para ganhar o apoio das operadoras, a Sony está concentrando o foco no Xperia Ion, baseado na tecnologia LTE (long term evolution), que está sendo vendido pela AT&T. "Há outras coisas que estamos fazendo com operadoras dos Estados Unidos", disse ele, acrescentando que "não pode ser muito específico."

A empresa também planeja trazer seus outros modelos de dispositivos, em julho, ainda que vendidos de forma subsidiada. Walker disse que a companhia sabe que precisa de uma maior presença na América do Norte. "É 100% de nossa estratégia", disse ele. "Nós reconhecemos que é o maior mercado de smartphones. Você não pode se considerar um player de sucesso no mercado de smartphone sem uma presença sustentável nos EUA."

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