FBI desbloqueia iPhone com ajuda israelense; EUA devem retirar ação judicial contra Apple

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O Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos deve retirar a ação judicial na qual exige que a Apple colabore com o FBI para a quebra do código do software de criptografia do iPhone usado por um dos atiradores que mataram 14 pessoas de San Bernardino, na Califórnia, no início de dezembro do ano passado. O motivo para a desistência do processo, segundo um agente ouvido pelo jornal USA Today, é que a polícia federal teria conseguido desboquear o iPhone 5c sem a ajuda da empresa.

Na semana passada, o DoJ já havia sinalizado que poderia não precisar da colaboração da Apple para desbloquear o iPhone, o que fez com que a juíza federal Sheri Pym, da Corte Distrital Federal da Califórnia, responsável pelo caso, a adiasse a audiência que estava marcada para a terça-feira, 22. O órgão do governo disse que um "colaborador externo" demonstrou um caminho para que o FBI desbloqueasse o smartphone usado pelo atirador Syed Rizwan Farook.

Especula-se que o "colaborador externo" é a empresa israelense Cellebrite, fornecedora de soluções de segurança e gerenciamento do ciclo de vida de dispositivos móveis. O jornal israelita Yedioth Ahronoth chegou a confirmar a informação, mas sem citar fontes.

A Cellebrite colaborou, inclusive, com a Polícia Federal do Brasil no fornecimento de uma solução para auxiliar nas investigações da operação Lava Jato. Trata-se da Universal Forensic Extration Device (UFED), que permite aos peritos e investigadores a extração e análise de todo conteúdo digital em smartphones, tablets ou aparelhos GPS.

Segundo a empresa israelense, a informação estratégica é obtida mesmo que os dados sejam bloqueados por senha ou criptografia, ou ainda que tenham sido apagados da memória do dispositivo pelo usuário. Não se sabe, contudo, se foi esta a solução utilizada pelo FBI.

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