Após aval da FTC, Facebook busca aprovação antitruste da UE para compra do WhatsApp

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A compra do serviço de mensagens móveis WhatsApp pelo Facebook, realizada em fevereiro, está enfrentando uma revisão antitruste na Europa, depois de a rede social solicitar à Comissão Europeia a aprovação do acordo de US$ 19 bilhões a fim de evitar múltiplas análises em vários países da União Europeia, segundo relataram pessoas ligadas ao assunto ao The Wall Street Journal.

O pedido da empresa é uma reviravolta inesperada no negócio, que já foi aprovado nos EUA, em abril, pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês). De acordo com o jornal americano, a União Europeia não esperava rever o negócio, já que a aquisição não deve aumentar substancialmente a receita da rede social.

Como parte de seu pedido, o Facebook citou o potencial de investigações antitruste nacionais no Reino Unido, Espanha e Chipre, conforme declarou uma das fontes. Se as autoridades nacionais da concorrência não se opõem, a Comissão é obrigada a rever o caso. Segundo especialistas, a Comissão Europeia pode ter uma abordagem mais neutra na aprovação do negócio do que as autoridades reguladoras nacionais, que enfrentariam vigoroso lobby de grupos de interesse locais, tais como empresas de telecomunicações nacionais.

Isso porque tais empresas não vêm o negócio com bons olhos, pois acreditam que o WhatsApp, que atua como uma espécie de substituição muito barata para mensagens de texto e imagem, daria ao Facebook uma posição dominante no mercado de mensagens instantâneas na Europa.

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