Vendas de smartphones superam as de celulares comuns pela primeira vez no Brasil

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As vendas de telefones celulares no Brasil totalizaram 15 milhões de aparelhos no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da IDC. Do total, 54% foram smartphones e 46% celulares tradicionais, chamados de "feature phones". Enquanto as vendas de smartphones cresceram 110%, os celulares tradicionais tiveram uma retração de 35%. Segundo a consultoria, esta é a primeira vez que os smartphones ultrapassaram os celulares comuns no mercado brasileiro.

Dos 8,3 milhões de smartphones vendidos entre abril e junho, 90% eram dispositivos com sistema operacional Android. Os dados da IDC apontam ainda um significativo aumento da quantidade de celulares inteligentes multi-sim, que há um ano representavam 15% do mercado e hoje correspondem a mais de 40%.

"Este impressionante crescimento dos smartphones se deu por vários movimentos distintos e complementares, como a ampliação do mix de produtos em diferentes faixas de preço por parte dos fabricantes, o aumento das promoções e a maneira como os aparelhos estão sendo expostos tanto na operadora como no varejo", comenta Leonardo Munin, analista de mercado da IDC Brasil. Ele também destaca o inicio da aplicação da desoneração fiscal (MP do Bem) para os produtores locais de smartphones como um fator importante, diminuindo os preços na ponta e alavancando as vendas.

O preço médio dos smartphones, que estava em torno de US$ 316 no primeiro trimestre, caiu para US$ 240, o que explica em parte a explosão de vendas e o fato desses dispositivos terem se tornado populares. No entanto, a IDC vê um mercado repleto de oportunidades em todas as categorias de preços, inclusive top de linha, na qual nota-se um crescimento da competição entre os fabricantes.

"Fica agora a expectativa por configurações melhores nos dispositivos de entrada e mid-end. Telas maiores e câmeras de qualidade superior são alguns dos requisitos que devem evoluir nestas categorias de entrada do mercado. O mercado top de linha ganhará lançamentos até o fim do ano, que deverão aquecer e acirrar a competitividade na categoria", conclui o analista.

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