ABRINT colabora com investigação para desarticular quadrilha de cibercriminosos

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As Polícias Civis de Goiás e Tocantins, com o apoio do Ministério da Justiça, cumpriram, hoje (28), cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária em operação que investiga os ataques de negação de serviço (DDoS) a provedores de Internet. A ação foi conjunta do laboratório de combate aos crimes cibernéticos (CIBERLAB) e da Unidade de Inteligência Policial da Polícia Judiciária de São Paulo (Demarco). A ABRINT – Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações colaborou com as investigações, assim como diversos provedores.

Um dos investigados, que usa o codinome "Topiary", foi preso em São Paulo, e o outro, chamado de "Guerreiro", continua foragido. A operação, batizada de Attack Mestre, desarticulou a quadrilha que vinha praticando diversos ataques de DDoS em provedores de todo o Brasil, afetando principalmente a prestação de serviços essenciais. Para cessarem os ataques, os bandidos exigiam pagamento de valores em criptomoedas.

Em junho, a ABRINT produziu um documento que descreve em detalhes o "modus operandi" da quadrilha e os prejuízos que os ataques vinham causando não apenas para as empresas, mas também para os seus usuários. No documento entregue ao CIBERLAB do Ministério da Justiça também foram reproduzidas as conversas de WhatsApp em que os investigados extorquem os provedores para cessarem os ataques.

Esses ataques também costumam gerar efeitos colaterais, como excesso de logs, problemas com backups automatizados, aumento de custos pelo maior consumo de banda e, ainda, refletir em outras redes do mesmo provedor de acesso, armazenamento ou nuvem. Por isso a investigação se tornou um ato de extrema importância para o combate aos crimes virtuais, já que sanções cabíveis podem ser aplicadas para evitar a reincidência do crime e promover a segurança jurídica no setor que essas empresas estão contextualizadas.

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